A cesta básica em Araras ficou 10,9% mais cara em fevereiro em relação a janeiro, conforme a última pesquisa divulgada pela FHO/Uniararas (Fundação Hermínio Ometto), que calcula a diferença de preço de um mês para outro. O vilão foi o tomate que subiu muito de um mês para o outro. O preço e a variação são calculados com a metodologia do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) pelo Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade.

Com base no levantamento, a cesta básica em Araras custou em fevereiro R$ 339,17. Para adquiri-la o ararense precisou trabalhar 103,1 horas. Em janeiro o valor foi de R$ 307 e no mês dezembro era R$ 298,79.

Já na vizinha cidade de Leme a cesta básica custou R$ 345,64 em fevereiro, o que representou um aumento de 6,9% em relação a novembro. Em São Paulo, R$ 378,86 e, em média no Brasil ficou em R$ 335,82, o que representa 0,7%. Pelas informações da pesquisa, os produtos que puxaram o aumento foram batata, feijão e tomate.

O conjunto dos gêneros alimentícios registrou alta em 14 das 18 capitais onde o Dieese. As maiores elevações foram apuradas em Natal/RN (4,36%), Salvador/BH (4,17%), João Pessoa (2,69%) e São Paulo/SP (2,06%). As retrações foram registradas em Porto Alegre/RS (-2,02%), Campo Grande/MS (-0,96%), Florianópolis/SP (-0,24%) e Aracaju/SE (-0,06%).

O maior custo da cesta, em fevereiro, foi apurado em São Paulo (R$ 378,86), seguido de Florianópolis (R$ 359,76) e Rio de Janeiro (R$ 357,27). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 264,67), João Pessoa (R$ 286,22) e Natal (R$ 289,65).

Em 12 meses, entre março de 2014 e fevereiro último, o preço da cesta acumulou aumento em 18 capitais, com destaque para Brasília/DF (20,48%), Salvador (18,60%), Goiânia (18,28%), Aracaju (17,33%), São Paulo (16,45%) e Curitiba (16,41%). As menores altas aconteceram nas capitais no Norte: Manaus (2,95%) e Belém (5,36%).

Nos dois primeiros meses de 2015, todas as cidades acumulam aumentos que variaram entre 16,37%, em Salvador, e 0,18%, em Manaus.

Em fevereiro de 2015, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 91 horas e 04 minutos, superior ao registrado em janeiro, de 90 horas e 01 minuto. Em fevereiro de 2014, a jornada exigida foi de 88 horas e 41 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em fevereiro deste ano, 44,99% dos vencimentos para adquirir os mesmos produtos que, em janeiro, demandavam 44,47%. Em fevereiro de 2014, o comprometimento do salário mínimo líquido com a compra da cesta equivalia a 43,81%.

 

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*