A cesta básica em Araras ficou 6,1% mais cara no mês de abril em relação a março, conforme a última pesquisa divulgada pela FHO/Uniararas (Fundação Hermínio Ometto), que calcula a diferença de preço de um mês para o outro. O tomate foi o vilão que puxou o aumento dos produtos, motivo pelo qual a cesta  foi vendida a R$ 345,45.

A variação no valor da cesta básica entre os meses de março e abril foi positiva em sete das nove cidades avaliadas na região, com aumento médio de 6%. O preço da cesta básica ficou estável em Mogi Guaçu e em Porto Ferreira observou-se uma ligeira queda de 3,2%, puxada principalmente pela redução no preço da carne.

A cesta básica em Araras custou em março R$ 325,73
A cesta básica em Araras custou em março R$ 325,73

O tomate foi um dos produtos que mais contribuiu para o aumento do valor da cesta básica em Araras, Conchal, Santa Gertrudes, Cordeirópolis, Rio Claro e São Paulo. Em Leme o preço da carne foi o que mais contribuiu para o aumento da cesta.

Com base no levantamento, a cesta básica em Araras custou em abril R$ 345,45, em março R$ 325,73, totalizando 4% a menos que no mês anterior. Em fevereiro ficou R$ 339,17. Para adquiri-la o ararense precisou trabalhar 96,4 horas, enquanto que no mês anterior foram 90 horas. Em janeiro o valor foi de R$ 307 e no mês de dezembro era R$ 298,79.

A maior queda no valor ocorreu na vizinha cidade de Porto Ferreira, onde a cesta básica custou R$ 297,58, o que representou uma diminuição de 3,2% em relação a março. Na região a cesta mais cara foi Rio Claro, onde foi vendida por R$ 380,25.

São Paulo teve a cesta mais cara, por R$ 387,05, seguida por Vitória/ES (R$ 376,46) e Rio de Janeiro/RJ (R$ 374,85). As cestas com menores valores médios foram observadas em Aracaju/SE (R$ 281,61), João Pessoa/PB (R$ 299,90) e Natal/RN (R$ 300,73).

Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em abril de 2015 o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.251,61, ou seja, 4,13 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. Em março de 2015 o mínimo necessário era ligeiramente menor e correspondeu a R$ 3.186,92, o que equivalia a 4,04 vezes o piso vigente.

Em abril de 2014 o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 3.019,07 ou 4,17 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).

Em abril produtos como tomate, pão francês, carne bovina, óleo de soja e leite tiveram predominância de alta nos preços das capitais. Já a batata, pesquisada nas regiões Centro-Sul, apresentou retração de valor na maioria das capitais.

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