investigações, em segredo de justiça, da polícia de Araras que levou à detenção de três pessoas, entre elas o chefe da quadrilha e sua mulher, ambos da zona sul de São Paulo/SP, e também um morador de Araras

Um trabalho minucioso de meses de investigações levou a prisão e desarticulação de uma perigosa quadrilha de sequestradores. A ação conjunta entre os investigadores e delegados de Araras e a Divisão Anti Sequestro (DAS) da Polícia Civil desarticulou e prendeu membros de uma quadrilha especializada em sequestro da cidade de São Paulo. Os criminosos vitimaram um empresário ararense em agosto.

A prisão dos suspeitos aconteceu após intensas investigações, em segredo de Justiça, que levou à detenção de três pessoas, entre elas o chefe da quadrilha e sua mulher, ambos da zona sul de São Paulo/SP, e também um morador de Araras, esse, inclusive, principal suspeito de ceder informações aos paulistanos sobre a vítima e também contribuir com outro crime de sequestro na capital.

 

O Sequestro

No mês de agosto, dia 4, o empresário ararense, cujo nome e nem características serão reveladas para preservar sua integridade, estava em um comércio localizado no Jardim Fátima, em Araras, quando foi abordado por alguns homens que se identificaram como policiais civis e o colocaram em um veículo. Esses homens usavam identificações de policiais.

A prisão dos suspeitos aconteceu após intensas investigações, em segredo de justiça, da polícia de Araras que levou à detenção de três pessoas, entre elas o chefe da quadrilha e sua mulher, ambos da zona sul de São Paulo/SP, e também um morador de Araras
A prisão dos suspeitos aconteceu após intensas investigações, em segredo de justiça, da polícia de Araras que levou à detenção de três pessoas, entre elas o chefe da quadrilha e sua mulher, ambos da zona sul de São Paulo/SP, e também um morador de Araras

A vítima foi conduzida pelos criminosos até um barracão, ainda em Araras, lá houve a troca dos veículos e em seguida a remoção do empresário até o cativeiro, que ficava na zona sul de São Paulo/SP.

Segundo informações, foram quatro dias de negociações entre os criminosos e a família do empresário. Durante esse período a família foi extorquida e a vítima diversas vezes agredida pelos criminosos, até que houve o pagamento do resgate, cujo valor não foi divulgado e a libertação do empresário, que foi deixado pelos bandidos próximo a um cemitério em Itapecerica da Serra.

De acordo com a Polícia Civil, desde os primeiros contatos com os sequestradores e familiares, os policiais prestaram o suporte conduzindo a investigação visando a preservação da vítima.

 

Desarticulação e prisão dos sequestradores

Após o drama vivido pelo empresário que sofreu nas mãos dos sequestradores, os trabalhos da polícia de inteligência entraram em ação. Com o uso de estratégias de investigação, a polícia civil ararense foi fechando o cerco contra os criminosos, contando também com o auxílio do DAS, que também investigava a quadrilha por conta de outros crimes da mesma natureza.

Durante os trabalhos, foram levantadas informações sobre o casal de bandidos que morava em São Paulo e também a respeito do ararense, morador do Parque Industrial, que também fazia parte do bando. De acordo com informações, algumas semanas após o sequestro do empresário ararense, já havia outro sequestro realizado pela mesma quadrilha, porém esse mais rapidamente desarticulado, inclusive com a libertação da vítima, empresário do ramo de transportes de São Paulo, sem o pagamento do resgate.

O chefe da quadrilha, chamado de baiano por seus comparsas, e sua esposa foram os primeiros a serem presos. Na casa do casal foram encontrados armamentos pesados como pistolas calibre 9mm e até submetralhadoras, além de um veículo clonado Cobalt de cor preta e roupas com características da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Ainda conforme informações da Polícia Civil, embora o inquérito policial já tenha sido concluído, a polícia ainda investiga e procura informações sobre os demais integrantes da quadrilha de sequestradores.

Segundo o delegado titular de Araras, Francisco Paulo Oliveira Lima, a conclusão do caso é fruto de um bom trabalho. “Fomos coroados com êxito nesse caso graças a experiência dos investigadores e de toda a equipe envolvida”, disse. O delegado também falou sobre a importância do resultado para sua carreira profissional. “Em 1989 eu era um escrivão de polícia e participei do caso do sequestro do empresário Abílio Diniz, e também tivemos êxito”, lembrou. Em dezembro de 1989, Abilio foi sequestrado pelo Movimento de Izquierda Revolucionaria e passou seis dias em cativeiro em São Paulo, bem próximo às eleições presidenciais de 1989.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*