A Perícia esteve no local reconstituindo os fatos que aconteceram no dia 21 de abril  Crédito: Lucas Neri/Opinião
A Perícia esteve no local reconstituindo os fatos que aconteceram no dia 21 de abril
Crédito: Lucas Neri/Opinião

A Polícia Técnico-Científica realizou durante a manhã e parte da tarde de ontem, dia 28, uma reconstituição de cena de crime na zona leste da cidade de Araras. A ação buscou representar o que houve no dia da prisão por tráfico de drogas de Geraldo Ribeiro da Silva, de 38 anos de idade, que morreu dois depois enquanto estava preso na Cadeia Pública de Pirassununga. A reconstituição visa apurar se houve má conduta dos guardas municipais na ocorrência, já que o preso havia dito à Polícia Civil que havia sido agredido pelos GMs.

Geraldo morreu na madrugada do dia 23 de abril após sofrer uma parada cardíaca. O homem estava preso na Cadeia Pública de Pirassununga, mas morreu na Santa Casa do próprio município após ser levado às pressas, já que reclamava de fortes dores. Geraldo havia sido preso por tráfico de drogas dois dias antes em Araras e durante depoimento alegou que havia sido agredido pelos guardas municipais de Araras, que atenderam a ocorrência.

 

Entenda o Caso

Geraldo havia sido preso em uma manhã de quinta-feira, dia 21, após a Guarda Municipal de Araras ter flagrado o mesmo comercializando entorpecentes no Parque Tiradentes, zona leste da cidade. Com ele, na ocasião, além da droga encontrada (oito pinos de cocaína, 11 porções de maconha e 14 de crack), também estavam em sua companhia duas mulheres, que foram ouvidas, mas liberadas em seguida.

Ainda conforme informações da GM, no momento em que os guardas estavam prendendo Geraldo o indiciado arremessou em direção a um dos guardas alguns pinos de cocaína, além do dinheiro. De acordo com o boletim da ocorrência, o suspeito ainda tentou fugir dos guardas entrando em um matagal, mas rapidamente sendo detido.

O autuado foi levado ao pronto socorro, onde foi diagnosticado apenas que ele estava com ferimentos superficiais na pele, entretanto, segundo informações da Polícia Civil, o homem aparentemente não estava conseguindo respirar no momento em que seria ouvido pelo delegado Marcelo Roston, o que fez com que a autoridade policial pedisse para que o preso fosse novamente levado para o Pronto Socorro, onde lá, conforme laudo, foi diagnosticada lesão na costela. O homem foi medicado e novamente levado à Delegacia de Polícia Civil de Araras, de onde assim que teve sua prisão determinada já foi transferido à Cadeia Pública de Pirassununga. Em depoimento, Geraldo preferiu não dizer nada a respeito do crime em que estava sendo acusado, porém alegou que havia sido agredido pelos guardas municipais.

O Opinião Jornal recebeu a informação de que foram feitos mais dois boletins de ocorrência após a transferência do preso, porém a reportagem não teve acesso oficial a eles, já que foram registros realizados em Pirassununga/SP. Entretanto o site www.difusorapirassununga.com.br divulgou informações detalhadas das ocorrências.

Segundo o site, dois boletins de ocorrência foram lavrados no Plantão de Polícia. O primeiro deles foi no período da tarde que informa que por volta das 15h25 o carcereiro local solicitou a presença da Polícia Militar para realizar a escolta do detento que alegava estar sofrendo de fortes dores torácicas. A viatura chegou e o levou para o hospital para a realização dos primeiros exames.

Ainda segundo o BO, de acordo com o site pirassununguense, quando era realizado o raio-x, o homem teria sofrido uma parada cárdica, que conseguiu ser revertida sendo reanimado. Devido aos fatos, ele precisou ser internado para que permanecesse em observação e que fossem feitos exames para constatar os motivos da parada cárdica.

Já durante a madrugada, por volta das 4 horas, foi constatado o óbito do homem, após cerca de 12 horas internado no hospital. Os policiais militares que realizavam a escolta na Santa Casa receberam a informação e compareceram na delegacia para registrar o fato.

(Lucas Neri)

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