Laila estava grávida do primeiro filho há quatro meses, e era recém casada com Fernando Hebling, ainda internado em estado grave

A Polícia Civil de Araras, responsável pela apuração do caso do acidente rodoviário que matou uma mulher grávida de quatro meses no último sábado, dia 7, na rodovia Wilson Finardi (SP 191), instaurou um inquérito para apurar o que de fato ocorreu no local, já que segundo informações da Polícia Militar, aparentemente a vítima fatal estava fora de perigo instantes após a colisão, entretanto morreu no hospital sete horas após o acidente. Um dos motoristas envolvidos no acidente, um agente penitenciário, estava embriagado.

Conforme apurado pela Polícia, ainda é necessário uma investigação para saber de quem foi a culpa pela fatalidade, ou até mesmo, se há um culpado pelo acidente. “Foi instaurado um inquérito de embriaguez ao volante e também por homicídio doloso (quando não há intensão de matar). Ainda não está comprovada a participação do homem embriagado nos fatos. Ouviremos testemunhas e também investigaremos através das filmagens da concessionária Intervias, caso a ação tenha sido registrada pelas câmeras da empresa”, disse o delegado de Araras Tabajara Zuliani dos Santos.

Segundo consta no boletim de ocorrência registrado momentos após o acidente, a vítima Laila Lúcia Ribeiro Hebling, de 29 anos, e o marido dirigiam na rodovia no sentido Araras quando foram surpreendidos com um acidente provocado por outro veículo durante uma ultrapassagem a um caminhão. Ainda segundo a PM, o motorista do outro carro envolvido na colisão estava aparentementebebado, então foi submetido a um teste que deu positivo para álcool, entretanto o homem não foi preso, já que seu quadro clínico também era grave.

De acordo com informações da Polícia, as vítimas foram levadas para o Hospital São Luiz em Araras, local onde sete horas mais tarde foi constatada a morte da mulher grávida, nesse espaço de tempo seu marido que estava junto no carro foi operado e em seguida entrou em coma induzido por conta da gravidade dos ferimentos. Já o agente penitenciário embriagado, foi transferido para um hospital de Leme por seus ferimentos serem menos graves, durante isso a mulher ainda não havia morrido.

 

Justiça

A mulher e o marido estavam a caminho de Pirassununga/SP para uma visita à mãe de Laila até serem surpreendidos pela colisão. O acidente e a morte de Laila foi um choque para a família, que agora busca justiça e esclarecimento dos fatos. “Se esse acidente foi provocado porele, tem que ser preso. A Lei tem que ser cumprida independentemente de ele ser um agente penitenciário”, disse Danilo Ribeiro, irmão de Laila.

Laila estava grávida do primeiro filho, de quatro meses, e era recém casada com Fernando Hebling, ainda internado em coma induzido, o estado é grave. “Ela era encantadora, muito alegre e ajudava as pessoas”, declarou o irmão.

O casal morava em Rio Claro/SP, Laila era formada em psicologia e Fernando é fisioterapeuta atuante na cidade azul.

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