Ainda segundo informações da polícia, o período de intensa fiscalização decorrente da operação será até o 31 de outubro que contará com todo efetivo em ações terrestres Crédito: Ilustrativa
Ainda segundo informações da polícia, o período de intensa fiscalização decorrente da operação será até o 31 de outubro que contará com todo efetivo em ações terrestres
Crédito: Ilustrativa

A Polícia Militar Ambiental de Araras divulgou esta semana que desencadeou a “Operação Corta Fogo”. A operação abrange 46 municípios sendo que Araras, Pirassununga, São João da Boa Vista e Rio Claro são sedes. O objetivo principal é a fiscalização dos focos de incêndio e queimadas.

Para o comandante da 7ª Companhia de Polícia Militar Ambiental de Araras, Elinton Ricardo Sanches, nesta época do ano existem perigos específicos. “Um problema recorrente neste período são os balões que são os causadores de desastres ambientais e um perigo para a aviação”, explica o capitão da PM

Para as queimadas em áreas de vegetação a PM contará com um auxílio tecnológico importante no combate às chamas. “Contamos com o uso de uma ferramenta eletrônica ofertada pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para melhor localizar os focos de incêndio, considerando quantitativo e qualitativo das queimadas e incêndios florestais, área atingida, tipo de vegetação, ou cultivada, sendo para cada tipo de infração há uma autuação específica”, conta o comandante.

Ainda segundo informações da polícia, o período de intensa fiscalização decorrente da operação será até o 31 de outubro que contará com todo efetivo em ações terrestres, bem como embarcações que reforçará os leitos dos rios que banham as regiões da área da Sétima Companhia Ambiental, e assim, vindo aumentar a ação e presença de policiamento militar ambiental, coibindo desta forma, ações de infratores e intervenções ambientais que são comuns na região. “Compreendemos que assim, permitiremos um meio ambiente equilibrado e mais saudável às presentes e futuras gerações”, finaliza o capitão.

O aumento dos focos de incêndio no Estado de São Paulo no ano de 2010, impulsionado pela incidência de um inverno mais seco e prolongado, reacendeu a preocupação quanto aos impactos negativos que a amplificação desse fenômeno pode estar acarretando.

Segundo o Inpe, o número de focos de incêndio no Estado de São Paulo em 2010 alcançou o valor de 2.837 ocorrências, superando os dois últimos anos que respectivamente apresentaram 1.390 e 1.734 ocorrências.

Quanto aos impactos negativos mencionados, a aumento dos focos de incêndio acarretou no ano de 2010 problemas em diversas áreas: aumento da poluição do ar, aquecimento global com o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GHG), eliminação de áreas florestadas, perdas de vidas humanas, perdas materiais (Setor Privado), danos à fauna e à flora, perda de material energético (biomassa), etc.

Visto o grau de importância que o assunto apresenta, o Governo do Estado de São Paulo instituiu o Sistema Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais no Estado de São Paulo, visando a redução dos focos de incêndio e, consequentemente, a minimização dos impactos que estes acarretam. O sistema prevê a integração das ações de prevenção, monitoramento, controle e combate a incêndios florestais, que serão coordenadas pela Secretaria de Meio Ambiente em conjunto com a Casa Militar- Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Policia Militar Ambiental e Municípios.

(Lucas Neri)

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*