A cesta básica em Araras ficou 4,0% mais barata em Araras em relação a fevereiro, conforme a última pesquisa divulgada pela FHO/Uniararas (Fundação Hermínio Ometto), que calcula a diferença de preço de um mês para outro. Esta redução se deve, principalmente, ao preço do tomate, que voltou aos patamares do mês de janeiro; por ser um produto de grande peso na formação da cesta básica, essa redução teve bastante reflexo no gasto com alimentação.

A cesta básica em Araras custou em março R$ 325,73

Com base no levantamento, a cesta básica em Araras custou em março R$ 325,73, que totaliza 4% a menos que no mês anterior. Em fevereiro ficou R$ 339,17. Para adquiri-la o ararense precisou trabalhar 90 horas, enquanto que no mês anterior foram 103,1 horas. Em janeiro o valor foi de R$ 307 e no mês dezembro era R$ 298,79.

A maior queda no valor ocorreu na vizinha cidade de Leme, onde a cesta básica custou R$ 309,64, o que representou uma diminuição de 10,4% em relação a fevereiro. Na região Santa Gertrudes tem a cesta mais barata por 291,79, já Rio Claro a mais cara por R$ 353,81.

Em São Paulo, R$ 379,35 e, em média no Brasil ficou em R$ 335,82, o que representa 0,7%. Pelas informações da pesquisa, os produtos que puxaram o aumento foram batata, feijão e tomate.

Nacionalmente as maiores elevações foram apuradas em Manaus (4,92%), Fortaleza (4,23%), Aracaju (3,23%) e Vitória (2,47%). As retrações foram registradas em Salvador/BA (-2,79%), Brasília/DF (-1,06%), Goiânia/GO (-0,66%), Florianópolis/SC (-0,45%) e Natal/RN (-0,15%).

Em março, o maior custo da cesta foi apurado em São Paulo (R$ 379,35), seguido de Vitória/ES (R$ 363,62) e Porto Alegre/RS (R$ 360,01). Os menores valores médios foram observados em Aracaju/SE (R$ 273,21), João Pessoa/PB (R$ 288,43) e Natal/RN (R$ 289,21).

Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em março de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.186,92, 4,04 vezes o mínimo de R$ 788,00. Em fevereiro de 2015, o mínimo necessário era ligeiramente menor e correspondeu a R$ 3.182,81, o que também equivalia a 4,04 vezes o piso vigente. Em março de 2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$2.992,19, ou 4,13 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).

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