A cesta básica em Araras custou em março R$ 325,73

O valor do conjunto de bens alimentícios básicos diminuiu em quatro das sete cidades pesquisadas na região de Araras, entre os meses de maio e junho, conforme a última pesquisa divulgada pela FHO/Uniararas (Fundação Hermínio Ometto), que calcula a diferença de preço de um mês para o outro. As diminuições foram em Araras (-5,4%), Conchal/SP (-6,7%), Santa Gertrudes/SP (-7,8%) e Rio Claro/SP (-3,1%). Foi verificado aumento apenas em Porto Ferreira/SP (3,9%), e em Barretos/SP permaneceu estável (-0,6%). Esta redução acompanha a movimentação de preços ocorrida na cidade de São Paulo/SP no mesmo período.

Em Araras, o custo médio da cesta básica em junho foi de R$ 328,03, o que representa que foram necessárias 91,6 horas de trabalho para que o trabalhador ararense adquirisse a cesta. Em relação ao mês passado representou uma queda de 5,4%, e nos dozes meses aumento de 14,3%.

A cesta básica em Araras custou em março R$ 325,73
A cesta básica em Araras custou em março R$ 325,73

O tomate foi o produto que mais contribuiu para a redução dos valores da cesta básica na região, já que o mercado tem sido abastecido pela safra de inverno; a maior redução foi verificada em Conchal (-56,1%) e o único aumento foi registrado em Porto Ferreira (+14,2%). Os produtos com maiores aumentos de preço no período foram o leite e a batata. O leite devido ao período de entressafra, que diminui a oferta, e a batata devido aos atrasos na colheita por conta da chuva.

Em Santa Gertrudes a alta mais expressiva foi do tomate (12,8%) e a queda mais expressiva foi a da batata (13,1%); em Conchal, o leite foi o item que mais aumentou (4,2%) e o arroz, o item que mais diminuiu em preço (4,6%); já em Porto Ferreira, cidade com maior aumento na região, a carne foi o principal responsável pelo aumento (21,3%) e a margarina foi o item com maior redução (6,6%). Os dados da região foram comparados às pesquisas realizadas pelos Institutos Federais de Barretos e Jacareí, que entre os meses de abril e maio registraram variações de 7,5% e 1,6%, respectivamente.

 

No país

O valor do conjunto de bens alimentícios básicos diminuiu em 15 das 18 cidades onde o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. Em junho, as maiores retrações foram apuradas em Salvador/BA (-8,05%), Rio de Janeiro/RJ (-6,71%) e Fortaleza/CE (-5,49%). As altas foram registradas nas

capitais do Norte: Belém/PA (5,11%) e Manaus (2,49%) e ainda, em João Pessoa/PB (1,87%).

Em junho, o maior custo da cesta foi registrado em São Paulo (R$ 392,77), seguido de Florianópolis/SC (R$ 386,10), Porto Alegre/RS (R$ 384,13) e Rio de Janeiro/RJ (R$ 368,71). Os menores valores médios para os produtos básicos foram observados em Aracaju (R$ 275,42), Natal (R$ 302,76) e João Pessoa (R$ 309,48).

Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em junho de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.299,66, ou 4,19 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. Em maio desse ano, o mínimo necessário era maior e correspondeu a R$ 3.377,62, o que equivalia a 4,29 vezes o piso vigente. Em junho de

2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a

R$ 2.979,25 ou 4,11 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*