A cesta básica em Araras custou em março R$ 325,73

O valor da Cesta Básica permaneceu estável em três das seis cidades pesquisadas na região de Araras, conforme a última pesquisa divulgada pela FHO/Uniararas (Fundação Hermínio Ometto), que calcula a diferença de preço de um mês para o outro. Os municípios são Araras, Leme e Rio Claro, isso significa a variação de preços entre abril e maio foi inferior a 1%. As demais cidades, Conchal, Santa Gertrudes e Porto Ferreira, tiveram aumentos de 1,6%, 2,1% e 6,8%, respectivamente. A cesta básica ararenses custou R$ 346,86, que teve que trabalhar 96,8 horas, sendo a variação de 0,4%.

A cesta básica em Araras custou em março R$ 325,73
A cesta básica em Araras custou em março R$ 325,73

Em Santa Gertrudes a alta mais expressiva foi do tomate (12,8%) e a queda mais expressiva foi a da batata (13,1%); em Conchal, o leite foi o item que mais aumentou (4,2%) e o arroz, o item que mais diminuiu em preço (4,6%); já em Porto Ferreira, cidade com maior aumento na região, a carne foi o principal responsável pelo aumento (21,3%) e a margarina foi o item com maior redução (6,6%). Os dados da região foram comparados às pesquisas realizadas pelos Institutos Federais de Barretos e Jacareí, que entre os meses de abril e maio registraram variações de 7,5% e 1,6%, respectivamente.

Pelo segundo mês consecutivo, o valor do conjunto de bens alimentícios básicos aumentou em 17 das 18 cidades onde o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores elevações foram apuradas nas cidades do Nordeste: Salvador/BA (10,69%), Fortaleza/CE (8,89%) e Recife (7,73%). O único decréscimo foi registrado em Aracaju/SE (-1,58%).

Em maio, o maior custo da cesta foi registrado em São Paulo (R$ 402,05), seguido do Rio de Janeiro/RJ (R$ 395,23), Florianópolis/SC (R$ 394,29) e Vitória/ES (R$ 387,92). Os menores valores

médios para os produtos básicos foram observados em Aracaju/SE (R$ 277,16), João Pessoa/PB (R$ 303,80) e Natal/RN (R$ 312,41).

Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em maio de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.377,62, ou 4,29 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. Em abril, o mínimo necessário era ligeiramente menor e correspondeu a R$ 3.251,61, o que equivalia a 4,13 vezes o piso vigente.

Em maio de 2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 3.079,31 ou 4,25 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).

Em maio, os produtos que tiveram predominância de alta de preços nas cidades foram tomate, pão francês, carne bovina, leite e óleo de soja. Já o feijão apresentou retração de valor na maioria das capitais.

 

O Custo de Vida por Classe Social (CVCS) registrou alta de 0,47% em maio, acumulou 5,27% no ano e 8,37% nos últimos doze meses, aponta a pesquisa realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Apesar de ser considerado alto, o índice de maio é inferior aos ocorridos entre janeiro e abril. Nos últimos três meses, o indicador alcançou 1,26% em fevereiro, 1,55% em março e 0,68% em abril e desde o início do ano vem batendo suas marcas mais altas da série histórica. O aumento dos preços em 5,27% representa o maior resultado do período e já supera, também, a alta de 5,21% observada entre janeiro e novembro de 2014.

O grupo alimentação foi o principal responsável pelo avanço dos preços e respondeu por cerca de 61% do acréscimo do indicador, com altas de 1,29% no mês, 5,36% no ano e 9,22% nos últimos doze meses. Habitação foi o segundo grupo que mais contribuiu com a elevação do índice, com crescimento de preços de 0,97% no mês, 12,55% no ano e 18,87% nos últimos doze meses.

A queda de 1,17% observada no grupo transportes, que acumula inflação de 3,26% no ano e 6,65% em doze meses, evitou uma maior elevação do CVCS em maio.

Educação apresentou redução de 0,04% e comunicação não teve alteração de preços. As demais categorias registraram altas mensais: saúde (0,99%), despesas pessoais (1,53%), vestuário (0,93%%) e artigos do lar (0,35%).

A avaliação com foco nas faixas de renda demonstra que a classe A foi a mais prejudicada com a alta dos preços em maio, com elevação do custo de vida em 0,56%, acumulando 4,99% no ano e 7,93% em doze meses. A classe D foi a menos impactada, com alta de 0,43%, atingindo 5,70% no ano e 9,33% em doze meses.

 

IPV

O Índice de Preços do Varejo (IPV), um dos indicadores que compõem o CVCS, registrou alta de 0,74% em maio. A variação acumulada no ano foi de 4,36%, valor superior aos 3,85% observados no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 5,70%.

O responsável pela elevação também foi alimentação, com alta de 1,18%. Educação teve redução de 0,64% nos preços e os demais grupos apresentaram as seguintes altas: saúde e cuidados pessoais (1,03%), vestuário (0,93%), habitação (1,03%), transportes (0,17%), artigos de residência (0,34%) e despesas pessoais (0,88%).

 

IPS

O Índice de Preços de Serviços (IPS), que também constitui a pesquisa, registrou elevação de 0,19% em maio e acumula alta de 6,24% no ano, três vezes maior que os 2,05% registrados no mesmo período do ano passado, e 11,24% nos últimos doze meses.

O grupo alimentação também foi o grande vilão com elevação mensal de 1,45%, acumulando 5,44% de aumento de preços no ano e 10,94% em doze meses. Habitação foi o segundo maior responsável, com alta de 0,95% no mês, 14,85% no ano e 22,63% em doze meses, valores extremamente superiores aos de maio do ano passado. Em 2015, os preços relativos à habitação cresceram três vezes mais se comparados ao acumulado nos primeiros 5 meses de 2014.

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