Pedro Eliseu Filho (PSDB) espera que em 2018 “consigamos investir  um pouco mais”
Pedro Eliseu Filho (PSDB) espera que em 2018 “consigamos investir  um pouco mais”

O chefe do Executivo aponta a dívida com o Araprev como o maior problema enfrentando este ano e disse que a situação está equilibrada e relativamente sob controle

Pedro Eliseu Filho (PSDB) espera que em 2018 “consigamos investir  um pouco mais”
Pedro Eliseu Filho (PSDB) espera que em 2018 “consigamos investir  um pouco mais”

Num ano em que o País registrou crises das mais graves de sua história nos aspectos econômico, político e social, Araras chega de pé neste dezembro e com perspectiva de construir coletivamente um próspero 2018. Com este prognóstico o prefeito Pedro Eliseu Filho (PSDB) analisa seu primeiro ano de mandato em entrevista ao Opinião. “Tenho que o trabalho foi bem feito, nós vamos entregar a cidade melhor do que recebemos. Isso é uma constatação. Cada prefeito que sai fez sua parte, quem entra tem que continuar e fazer por onde resolver os problemas. Pra isso fui eleito. Mas estou satisfeito com o trabalho realizado e terminamos, sim, o ano verdadeiramente com a cidade de pé”, analisou.

Eliseu Filho destaca que 2017 representou um grande desafio. “Quando trabalhava para ser prefeito já sabia as dificuldades que ia encontrar. E elas foram maiores do que nós imaginávamos. Acho que a administração pública no Brasil como um todo passa por três dificuldades especiais. A primeira é do ponto de vista econômico. A questão federativa atrapalha muito as cidades porque os problemas chegam primeiro aqui e os recursos chegam por último. Houve um agravamento disso com atrasos nos repasses de medicamentos, com  diminuição de participação do município no fundo de participação que vem do governo federal, enfim coisas com as quais nós não contávamos, eu esperava que isso pudesse acontecer, mas não do jeito que foi”.

O segundo aspecto que tem dificultado o andamento das administrações é a questão do endividamento dos municípios. No caso de Araras, Pedrinho cita as dívidas com o Araprev (Serviço de Previdência Social de Araras). “Só do ano de 2016, do fechamento do exercício para o início de 2017, foram R$ 8 milhões que tivemos que desprender para poder pagar o Araprev, um parcelamento de R$ 35 milhões em dívida do fundo financeiro. Novembro e dezembro de 2014, 2015, 2016 inteiros com o agravante de que em 2017 sequer previsão orçamentária havia para poder pagar tudo isso, o que nos obrigou um esforço de remanejamento de recursos dentro do orçamento. Enfim sobre o aspecto financeiro e contábil isso atrapalhou bastante a administração”.

O impacto das dívidas com o Araprev nas finanças da Prefeitura, segundo Eliseu Filho, “foi o nosso maior problema neste ano afora o endividamento de curto prazo com fornecedores de 2017 para 2018. A questão do Araprev prejudicou muito, mas fizemos a opção política e administrativa correta, porque se está na lei precisa pagar. Só de parcelamento e com o Refis que o governo federal permitiu que os municípios fizessem com a Previdência Social e com os serviços de previdência próprio foram praticamente R$ 35 milhões. Nós dividimos em 196 vezes para poder fazer  o parcelamento e equilibrar as nossas contas.  Fora isso continuamos pagando o Araprev.  Pagamos religiosamente em dia de janeiro a julho valores que superaram R$ 1 milhão por mês e aqui me refiro aos pagamentos ao fundo financeiro. A Câmara Municipal em julho nos autorizou a diminuir o percentual de recolhimento a este fundo. Enfim pagamos de janeiro a julho como era antes e continuamos pagando agora um valor menor, mas que em razão de grandeza aqui perfaz entre parcelamento e valores mensais ao fundo  algo em torno de R$ 7 milhões.  Se formos somar os R$ 8,5 milhões que pagamos de janeiro a dezembro, mas o que pagamos de janeiro a julho mais o parcelamento com os valores novos vamos chegar em torno de R$ 16 milhões com o Araprev, valores significativos e que evidentemente  dificultaram e muito a questão das finanças”.

Já o terceiro e grande desafio “que é da cidade de Araras e também dos outros municípios do Brasil é a questão do equilíbrio das contas públicas. Qual é o grande problema das cidades hoje? Cidades com queda na arrecadação, dependentes de verbas do governo federal e do estado, de recursos que muitas vezes demoram, mas com despesas fixas elevadas também”. O prefeito citou como exemplo um executivo com salário de R$ 100 mil, que tem seu orçamento comprometido em R$ 99 mil por mês. “Sobra muito pouco para investir. Então, a gente tem trabalhado para fazer diminuir as despesas de custeio, as despesas fixas, gastando melhor e com mais critério aquilo que a administração tem que gastar para manter a estrutura funcionando, diminuir essa estrutura e trabalhar na outra ponta, que é atrair novos investimentos para melhorar a arrecadação da cidade sem precisar aumentar imposto. O que não acontece do dia para a noite. Então são grandes desafios”.

O chefe do Executivo ararense concluiu cumprimentando todos os ararenses, agradecendo a confiança em seu governo e a eles desejando Feliz Natal!

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