Pedagoga Renata Garcia, a diretora de coordenadoria de ensino especial Gislaine Luperini, Eduardo de Moraes, provedor da Santa Casa, Elizabeth Cilindri, secretária municipal de Educação e o prefeito Brambilla, na sala de educação dentro do hospital

Lugar de professor também é no hospital, ou em casa.  A frase parece descabida, mas faz total sentido para quem conhece um novo programa implementado em Araras, e que garante a continuidade dos estudos, com suporte pedagógico especializado e personalizado, a crianças que se encontram internadas por longos períodos, ou mesmo que estão em casa, temporária ou efetivamente impossibilitadas de frequentar a escola.

Na última quarta-feira, dia 1º, o prefeito Nelson Dimas Brambilla (PT – Partido dos Trabalhadores) e o provedor da Santa Casa Eduardo de Moraes, acompanhados da secretária municipal de Educação Elizabeth Cilindri, abriram oficialmente a Sala de Atendimento Educacional Especializado, um ambiente especialmente criado pela Prefeitura e pelo hospital, na ala da Pediatria, onde crianças internadas podem continuar os estudos.

Trata-se de uma sala em com condições adequadas de biossegurança, privacidade, conforto e praticidade para o suporte hospitalar, e também equipada com recursos pedagógicos que favorecem o aprendizado, de maneira individualizada.

Pedagoga Renata Garcia, a diretora de coordenadoria de ensino especial Gislaine Luperini, Eduardo de Moraes, provedor da Santa Casa, Elizabeth Cilindri, secretária municipal de Educação e o prefeito Brambilla, na sala de educação dentro do hospital
Pedagoga Renata Garcia, a diretora de coordenadoria de ensino especial Gislaine Luperini, Eduardo de Moraes, provedor da Santa Casa, Elizabeth Cilindri, secretária municipal de Educação e o prefeito Brambilla, na sala de educação dentro do hospital

Ao mesmo tempo, o município dá impulso ao atendimento educacional domiciliar, para crianças que estão convalescendo de alguma cirurgia ou problema de saúde, ou mesmo por enfrentarem limitações ou necessitarem de cuidados que as impossibilitam de frequentar o ambiente escolar. Em qualquer dos casos, elas podem ou não ser portadoras de deficiência.

Atualmente, quatro crianças regularmente vinculadas a escolas da rede municipal estão recebendo atendimento educacional em casa, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

Instituído pelo MEC (Ministério da Educação), o programa de Atendimento Educacional Hospitalar e Domiciliar foi instituído na rede municipal de ensino formalmente pela Instrução Normativa nº 03, de 12 de março de 2015.

Pelas regras federais a serem seguidas pelos municípios, a partir de 30 dias de impossibilidade de frequentar aulas por limitações ligadas à saúde, a criança faz jus ao atendimento especializado em casa ou no hospital.

Porém, em Araras, já com duas semanas de afastamento da criança da sala de aula, esteja ela em casa ou no hospital, a Secretaria Municipal de Educação já aciona sua pedagoga especialmente capacitada para essa função: ir até a criança, no hospital ou na casa em que ela vive, para auxiliá-la a continuar com os estudos. Até mesmo provas podem ser aplicadas para que a criança não perca o ano ou mesmo seja impedida de avançar nos estudos por conta de limitações ligadas à saúde.

 

Capacidade e sensibilidade

Em Araras, a pedagoga responsável por esse trabalho dentro do hospital ou nas casas de alunos é Renata Garcia. Ela passou por especializações e cursos para prestar esse tipo de atendimento, de forma criteriosa, respeitando as singularidades de cada criança. “É preciso conversar, sentir a necessidade de cada um e também ter a sensibilidade com a família, que em geral tem nos acolhido muito bem”, diz ela.

Segundo a pediatra Mônica Sanches Bressan, crianças que passam por cirurgias ortopédicas, por exemplo, podem precisar desse atendimento, já que a recuperação é longa. Além de crianças que fazem tratamentos complexos e necessitam de internações por muitas semanas e até meses. Ou mesmo aquelas portadoras de algum tipo de síndrome que faz com que necessitem do ambiente hospitalar permanentemente. “É uma questão de justiça mesmo, pois elas precisam continuar estudando, é um direito delas”, afirma a médica.

Gislaine Luperini, diretora de coordenadoria de ensino especial da Secretaria Municipal de Educação, ressalta o envolvimento de todos os profissionais do hospital nessa conquista. “Tivemos muito apoio da Mônica, da enfermeira da pediatria, Selma Moro, do provedor da Santa Casa Eduardo de Moraes, da administradora Shirley Lima e da secretária Elizabeth para concretizar mais esse benefício às crianças”, diz ela.

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