Segundo a Educação, os alunos da Emeief “Dona Manoela Lacerda de Vergueiro” serão direcionados para a Emeief Prof.ª Lídia Maria B. Curtolo (Parque Industrial). (Foto: César Foguel/Opinião)

Durante entrevista ao Opinião o prefeito Pedro Eliseu Filho (PSDB) explicou que “a escola é de blocos e, inclusive, as novas diretrizes do Ministério da Educação não permitem que se construam escolas assim”

Como já é do conhecimento da população – e o Opinião vem acompanhando os trabalhos desde o surgimento do problema – a questão da presença de escorpiões nas dependências da Emeief Dona Manoela Lacerda de Vergueiro, no Jardim Belvedere, tão logo o fato foi constatado as autoridades decidiram suspender as atividades no local para preservar a integridade física das crianças e funcionários, transferindo as aulas para as salas de catequese da Paróquia Bom Jesus, “que proporcionou todas as condições para o pleno aprendizado dos alunos sem nenhuma perda do conteúdo pedagógico”.

Obras na Emeief Dona Manoela Lacerda de Vergueiro estão sendo executadas visando que os alunos nela matriculados comecem as aulas já no início do ano letivo
Obras na Emeief Dona Manoela Lacerda de Vergueiro estão sendo executadas visando que os alunos nela matriculados comecem as aulas já no início do ano letivo

As obras que já estão sendo efetuadas foram detalhadas pelo prefeito Pedro Eliseu Filho (PSDB) em entrevista ao Opinião. “Trata-se de um problema que começou no ano de 2016. A ideia no primeiro momento era tirarmos os alunos de lá, coisa que nós fizemos, levando para um outro lugar, 500 metros distante da escola. Num primeiro pensamento era só abrirmos, porque é uma escola antiga de 1955, segundo o que me foi dito, e ela tem toda uma estrutura obsoleta, vãos, lugares perigosos dentro dos espaços que as próprias crianças e demais trabalhadores da escola frequentam. Há uma tubulação com grelhas de água e outras coisas que não se usam mais e a ideia era só abrir estes espaços para eliminar o problema e saber se os escorpiões não estavam vindo dali”.

O prefeito informou que, no entanto, “a gente decidiu, diante da quantidade de problemas que a escola tinha, licitar e contratar uma empresa que já está executando as obras. Nós identificamos lá, por incrível que pareça alguns dos pais que estiveram presentes nos alertaram disso, que as salas de aula ‘novas’ que foram construídas nos últimos anos lá foram construídas em cima de duas piscinas, que não foram sequer tapadas. Não se fez o trabalho de aterramento das piscinas, só fizeram a laje e aí a piscina aberta no subsolo dá para imaginar qual é o tipo de problema que pode haver com a agravante de que das piscinas sai uma tubulação específica pra rede de água da escola. Abrindo esses espaços já detectamos a presença de um escorpião”.

Segundo Pedrinho, “nós vamos agora vedar tudo isso aí, fazer do jeito certo, substituir as telhas antigas, vamos aterrar do jeito certo com grama as raízes de uma árvore muito grande que tem lá, que é uma falsa seringueira. Já fizemos uma limpeza grande, vamos intensificar este trabalho para tentarmos eliminar todas essas situações e algumas intervenções pontuais. A escola é de blocos e, inclusive, as novas diretrizes do Ministério da Educação não permitem que se construam escolas assim. Nós vamos adequar essa escola eliminando esses problemas com essas diretrizes normativas do governo, chapiscando e resolvendo o problema com as paredes, fazer a substituição de todas as lousas”. O prefeito concluiu ressaltando: “Acho que é importante trazermos todos esses detalhes para justificar inclusive a demora. O fato aconteceu em agosto, a retirada dos alunos, de nós devolvermos esta escola para a comunidade. Segundo as nossas projeções e eu cobrando positivamente a empresa, que já está ciente disso, vamos fazer uma força-tarefa e se Deus quiser vamos iniciar o ano com os alunos já de volta para a escola”.

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