Chegou à época de correr atrás de presentes para familiares e amigos. O Procon de Araras orienta que mesmo com o 13º salário em mãos, é preciso conter a empolgação no período natalino para não começar o próximo ano cheio de dívidas.

De acordo com o diretor do Procon, Kléber Luzetti, para que sejam boas compras e o consumidor passe as festividades tranquilo é necessário ficar atento aos seus direitos. Além de exigir a nota fiscal, informar-se sobre as condições de troca.

Antes de ir às compras é importante lembrar-se de listar e programar as contas de início de ano, como o IPTU, IPVA, seguro obrigatório, despesas escolares, viagens de férias, além das contas do dia a dia. “Pesquise bem os preços e evite compras por impulso. Para fugir dos altos preços, compre com antecedência e sempre que possível, prefira pagamento à vista. Se não tiver como fugir do pagamento à prazo, atente-se às taxas de juros e ao número de parcelas”, ressaltou.

Luzetti esclarece ainda que “a loja não é obrigada a efetuar troca por causa do tamanho, cor ou gosto do presenteado, portanto, antes de comprar, conheça a política de troca do estabelecimento, lembrando que a pessoa que recebe o presente poderá não gostar e até mesmo não servir”.

É importante ressaltar que se o produto apresentar algum problema, o Código de Defesa do Consumidor determina que a solução deve ocorrer em até 30 dias. Caso contrário, o consumidor pode optar entre a substituição do produto por outro da mesma espécie, restituição do valor pago (monetariamente corrigido) ou abatimento proporcional do valor.

Luzetti explica “não existe troca imediata caso o produto tenha defeito/vício, ou seja, algum problema, o que existe é a garantia do produto, o qual deve ser encaminhado à assistência técnica autorizada pelo consumidor ou pelo fornecedor/vendedor e resolvido o problema em no máximo 30 dias, por outro lado, se foi ofertado à troca nesses casos, exija por escrito, caso seja negado o direito, poderá exigir ele forçadamente”.

Para evitar problemas é necessário também desconfiar de ofertas que ofereçam muitas vantagens e preços muito baixos. “Antes de começar, atualize ou instale softwares de segurança no computador, e consulte a lista de sites não recomendados pelo Procon Araras”.

Se a opção for fazer compras pela internet, a atenção deve ser redobrada. “Ninguém faz milagres, pesquise a margem de preços praticados por empresas conhecidas, pois muitas vendem os produtos com diferenças de 30% a 50% ou mais, e a única forma de pagamento é à vista, no boleto e o contato telefônico, é celular, portanto, não comprem, pois a probabilidade de não vai receber é de 99%”, finaliza luzetti.

Para mais informações basta acessar o link http://sistemas.procon.sp.gov.br/evitesite/list/evitesites.php e conheça os 500 sites que não respeita os consumidores, ou acesse o facebook do Procon Araras https://www.facebook.com/procon.araras.

Em caso de denúncias ou dúvidas, os ararenses podem procurar os postos de atendimento do Procon, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, no CAM “Antonio Casadei” (Jardim Belvedere) e no CAM “Guerino Bertolini” (José Ometto). (Com informações do Procon)

 

Ceia de Natal do brasileiro está mais cara, aponta FecomercioSP

Faltando pouco menos de 15 dias para o Natal, um levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) a partir dos dados do IPCA sugere que as celebrações de fim de ano pesarão mais no bolso do brasileiro em 2015, já que muitos dos produtos mais consumidos nesta época do ano – como aves e peixes, por exemplo – estão bem mais caros do que no mesmo período de 2014.

Alguns produtos tradicionais da ceia de Natal, como peru, bacalhau, nozes e vinho não são acompanhados pelo IBGE, mas, dado que alguns deles são importados e sofrem, portanto, os efeitos da variação cambial, é provável que estejam mais caros do que no ano passado.

O preço do frango, por exemplo, principal ingrediente do salpicão, subiu 13,18% no período. A maçã, outro ingrediente da receita, subiu 19%. Outras frutas, como a uva, o morango e a manga também sofreram elevação nos preços – 11,47%, 18,68% e 21,4%, respectivamente.

Entre os 20 tipos de peixes pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram aumento de preço acima da inflação média, com destaque para a merluza, que registrou a maior alta nos últimos 12 meses, de 39,58%, seguido pela castanha (28,94%). Quem pensava em substituir o bacalhau pelo salmão, produto cada vez mais presente na mesa do brasileiro, irá se deparar com uma alta de 20,85% nos últimos 12 meses. Por outro lado, apresentaram menor elevação ou queda no período os preços do pintado (1,25%), do dourado (-0,21%) e da tilápia (-1,63%).

Os preços dos acompanhamentos ou temperos das receitas de Natal também apresentam alta de dois dígitos: cebola (48,01%); batata-inglesa (47,55%); alho (48,61%); azeite de oliva (20,34%); azeitona (12,74%); e pimentão (11,07%). Em relação às bebidas, refrigerantes e água mineral registram alta de 10,4%; cerveja, de 8,95%; e outras bebidas alcóolicas, de 11,62%. Estas, além de afetadas pela alta do dólar, devem ficar mais caras por causa do aumento do IPI sobre bebidas quentes, como vinhos e destilados.

Diante desse cenário, a carne de porco e a carne de carneiro aparecem como boas opções, já que apresentaram alta dos preços de apenas 2,37% e 5,04%, respectivamente.

Contudo, para quem quiser acompanhar a carne de porco com a tradicional combinação de arroz, tutu de feijão e couve vai pagar mais caro. O preço do feijão-carioca subiu 37,2%; o da couve, 11,1%; e o do arroz, 9,84%. Quem quiser gastar menos, pode trocar o feijão-carioca pelo feijão-preto, cujo preço subiu apenas 0,64% no período. A farinha de mandioca pode ser uma opção melhor do que a farinha de milho para o tutu, já que o preço dela subiu apenas 1,95%, ante a alta de 14,16% no caso da última.

Na sobremesa, quem optar pela tradicional rabanada também pagará mais caro, já que os preços do pão, do leite e dos ovos subiram 11,47%, 3,85% e 10,21%, respectivamente. O sorvete está 14,1% mais caro, enquanto o preço das frutas subiu 10,14%, em média.

 

Na análise da FecomercioSP, com a alta dos preços, o consumidor tende a substituir o que costumava comprar por itens mais acessíveis.

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