Legenda: Em coletiva de imprensa na manhã de sexta-feira (28), o Saema apresentou soluções para diminuir perdas relacionadas à água e energia.

Em Araras são consumidos em média 45 milhões de litros de água por dia

Legenda: Em coletiva de imprensa na manhã de sexta-feira (28), o Saema apresentou soluções para diminuir perdas relacionadas à água e energia.
Em coletiva de imprensa na manhã de sexta-feira (28), o Saema apresentou soluções para diminuir perdas relacionadas à água e energia.

O Saema (Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Município de Araras) apresentou à imprensa o Programa de Redução de Perdas de Água e Energia na manhã de ontem (28). Na cidade, 550 litros de água são tratados por segundo, 45 milhões por dia (45 mil m³ dia), o que corresponde a 1 milhão e 350 mil m³ por mês.

O programa, que possui várias etapas, tem como principal objetivo reduzir os custos e desperdícios de água e energia da autarquia. “Em termos de energia queremos fazer as medições individualizadas, a instalação de geradores e fazer uma reserva de água para não precisar funcionar em horário de ponta. Em termos de água vamos tratar os vazamentos, fazer a readequação da parte de hidrômetros, estudo de pressões, instalação de válvulas controladoras de pressão, realizações que à medida que vai-se concretizando uma vai-se propondo mais”, comenta a engenheira civil responsável pelo programa, Maysa Nunes.

Se estas medidas já geram uma economia, Maysa esclareceu que “hoje já temos um resultado nas contas de energia em torno de R$ 160 mil por ano. É uma simples ação de análise de contas e ajuste da demanda e a gente já está fazendo esta economia”. Quanto às tubulações antigas na região central e alguns bairros, a responsável pelo programa ressaltou: “Isso é uma das ações que a gente vai desenvolver, que é um estudo nos locais onde não se justifica tratar pontos de vazamento e sim fazer uma troca, uma substituição da rede. Isso precisa de um projeto e mesmo a captação de recursos externos. O trabalho que a gente tem a fazer é grande, a gente vai desenvolver isso aos poucos e gostaria de ter a participação de todos na economia de água. Vamos começar a tratá-la como um bem bem precioso”, frisou.

Entre medidas de segurança nas represas, o presidente Rubens Franco pretende colocar câmeras em todas elas até o final do ano, começo de 2018. Durante a coletiva de imprensa esclareceu-se que para redução de perdas de energia será feita a revisão de contas e o ajuste da demanda contratada. Já com relação à redução de perdas de água, a ação de pesquisa de vazamentos vem sendo realizada desde o segundo semestre de 2016, onde uma varredura é feita pelos bairros com o objetivo de identificar vazamentos e tratá-los.

“Em relação à perda de água faremos o controle sem risco, economizando como foi falado durante o ano. Só que existem quatro alternativas, primeiro vamos começar com a alternativa que tem menos riscos. Tudo fazendo com segurança, pois não adianta economizar e dar problema com a água. Com relação à questão dos vazamentos estou trabalhando para procurar investimento, ter dinheiro, trabalhando em relação a políticas federais, do governo federal, para poder aumentar o maquinário e a equipe”, comenta Rubens Franco Junior, presidente do Saema.

A engenheira civil Maysa Nunes declarou sobre o assunto que “os vazamentos influenciam tanto no consumo, na produção de água quanto na energia, porque a energia é um dos insumos que faz parte da composição do custo da água. Então tratando os vazamentos a gente tem uma resposta tanto em menor quantidade de água necessária e também no resultado de energia, gerando, assim, uma economia ainda maior”.

Na segunda-feira (31), aliás, começa a captação de água do rio Mogi Guaçu e diminui o consumo de água das represas. “Pelo menos uma vez por semana esse bombeamento já era feito para ver se estava tudo em ordem e na segunda retorna tudo ao normal. É bom frisar que  de janeiro a abril choveu bastante. Então tinha razão de estar parada a captação do Mogi. As represas pararam de transbordar esta semana. Elas estavam 100% cheias e transbordando. Hoje elas estão no nível 100% e pararam de transbordar, por isso nós vamos captar água do Mogi Guaçu para segurar esta água reservada numa área eventual”, concluiu Franco.

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