Aves silvestres que povoam a zona urbana e rural da cidade serão monitoradas.

Um grupo de observadores foi criado para contribuir com o Projeto Pró-Arara com o objetivo de monitorar e fotografas aves que habitam as regiões urbanas e rurais da cidade. O GOA (Grupo de Observadores de Aves) busca reunir pessoas de todas as idades interessadas na prática da observação de pássaros.

O projeto Pró-Arara é uma parceria entre a Prefeitura de Araras e o IBPN (Instituto Brasileiro de Proteção à Natureza), que tem por objetivo reabilitar aves silvestres para sua reintrodução ao habitat natural. O projeto engloba o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, espaço destinado ao cuidado de aves silvestres e a ASM (Área de Soltura e Monitoramento), local que fica na zona rural onde as aves são soltas na natureza.

Conforme divulgado pela Secom (Secretaria Municipal de Comunicação Social e Institucional), os interessados em fazer parte do grupo podem se inscrever gratuitamente pelo site do IBPN – www.ibpn.org.br. Para realizar o cadastro é necessário preencher ficha com nome, email, telefone, endereço, além de deixar uma mensagem de apresentação descrevendo o interesse em participar do projeto.

Segundo a Prefeitura, pra participar do grupo não é necessário ser biólogo, técnico na área ou mesmo fotógrafo profissional. A Secom informou que o grupo é aberto a pessoas interessadas fazer o registro fotográfico e enviar um relato com o dia, local, e hora em que a ave foi avistada, indicando também a espécie retratada.

“O requisito mais importante para participar é amar as aves. A ideia é realizarmos reuniões mensais para conversarmos sobre as aves avistadas e eventualmente sair a campo registrando esses animais. Desta maneira, as pessoas poderão contribuir muito com o nosso trabalho, catalogando novas espécies e nos relatando como essas aves estão se adaptando”, explicou Fernanda Senter Magajevski, coordenadora e veterinária do Centro Pró-Arara, através da Secom.

Para o presidente do IBPN Rogério Caldas, os relatos dos membros do grupo irão contribuir para o relatório anual sobre a situação do projeto. “Os observadores irão nos ajudar, com relatos e fotos, a indicar que região essas aves estão povoando e como estão se comportando. O relatório é enviado à Secretaria de Meio Ambiente do Estado, anualmente, para avaliação do projeto. Além disso, eles poderão nos auxiliar com a fiscalização, caso registrem algum sinal de maus tratos ou captura ilícita”, afirmou Rogério, também pela assessoria de imprensa.

A Secom também afirmou que em breve o GOA terá também uma página na rede social Facebook para facilitar mais ainda a interação dos participantes do grupo. “Com a página no Facebook, os integrantes do grupo irão trocar experiências e poderão postar as fotos registradas. Pretendo mediar essas conversas, orientando ainda mais as pessoas sobre dúvidas relacionadas à adaptação dessas aves soltas na zona urbana e rural da cidade”, completou Rogério.


 

Reprodução das espécies

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Projeto Pró-Arara busca que aves possam se acasalar, evitando a extinção da espécie.

O presidente do IBPN ainda reforçou que o objetivo principal do projeto é promover a reprodução das espécies, para que essas jovens aves possam povoar os fragmentos florestais de Araras.

“O projeto Pró-Arara foi aprovado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado justamente porque Araras possui inúmeros fragmentos de floresta. A proposta será que estas aves soltas possam se acasalar e voltar a povoar esses fragmentos. Desta maneira, iremos contribuir para evitar a extinção, principalmente das arara-canindé, dentre outras aves ameaçadas”, explicou Caldas.

A Secom ainda informou que no dia 7 de janeiro, 73 aves que passavam por readaptação na Área de Soltura e Monitoramento foram soltas na natureza: 54 papagaios-verdadeiros (Amazona aestiva) e mais 19 araras da espécie canindé.

As aves vieram de centros de reabilitação de animais silvestres e Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), localizados nas cidades de Lorena, Ribeirão Preto e Barueri.

O projeto Pró-Arara recebe animais de todo o Estado de São Paulo para reabilitação – no caso de aves apreendidas, que precisam de atendimento no Cras – ou soltura – quando elas já passaram pelo processo de reintrodução à natureza.

Algumas dessas aves já povoam a zona urbana da cidade e já foram avistadas em vários pontos da cidade, localizados no centro e em vários bairros. (Com informações da Secom).


Orientações ao encontrar aves silvestres (araras, tucanos, papagaios, entre outros) 

  • Não capturar as aves ou mantê-las em cativeiro – sujeito à multa de R$ 500 para aves silvestres e R$ 5 mil para aves ameaçadas de extinção (Fonte: Polícia Militar Ambiental)
  • É recomendado alimentá-las somente com água, frutas e verduras; evitar rações e sementes
  • Não criar vínculos e não domesticar as aves, que devem permanecer selvagens;
  • Caso encontre alguma ave machucada, entre em contato diretamente com o Centro Pró-Arara, pelo telefone 3542-3538
  • Em caso de suspeitas de maus-tratos ou tentativa de captura das aves, acionar imediatamente a Polícia Militar Ambiental pelo telefone 3541-4796.
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