A paralisação aconteceu perto do quilômetro 146 da rodovia, no sentido do interior para a capital, e durou aproximadamente três horas

Os protestos de parte dos caminhoneiros, na última segunda-feira, dia 9, se espalharam pelo País e chegaram até a região de Araras. Um grupo, inclusive, interditou parcialmente, durante a noite, a rodovia Anhanguera (SP-330) no trecho de Limeira/SP. A paralisação aconteceu perto do quilômetro 146 da via, no sentido do interior para a capital, e durou aproximadamente três horas. Até o fechamento desta edição nenhum manifesto foi visto na região de Araras.

Os caminhoneiros são contra o governo Dilma Rousseff (PT – Partido dos Trabalhadores), pedem o aumento do valor do frete, reclamam da alta de impostos e da elevação nos preços de combustíveis, entre várias outras questões.

Os atos na segunda-feira aconteceram em São Paulo, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Já na terça-feira, dia 10, até o fechamento desta edição, houve uma diminuição de 14 para oito Estados participantes dos atos (GO, MG, MT, PR, RS, SC, SP e TO).

A paralisação aconteceu perto do quilômetro 146 da rodovia, no sentido do interior para a capital, e durou aproximadamente três horas
A paralisação aconteceu perto do quilômetro 146 da rodovia, no sentido do interior para a capital, e durou aproximadamente três horas

O grupo que participa do movimento foi convocado pelo Comando Nacional do Transporte. Os manifestantes são autônomos e se declaram independentes de sindicatos. O movimento não tem adesão total dos caminhoneiros. A Confederação Nacional dos Transportes Autônomos afirmou, em nota, que não concorda com a mobilização, já que a pauta não tem relação com os problemas específicos da categoria. A União Nacional dos Caminhoneiros também informou que discorda dos bloqueios.

Em entrevista coletiva o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, declarou que o movimento tem como objetivo desgastar o governo politicamente. “No nosso entender, essa greve é uma greve pontual, que atinge pontualmente algumas regiões do País. E infelizmente é uma greve que tem se caracterizado como uma aspiração única de desgaste político do governo”, afirmou o ministro a jornalistas no Palácio do Planalto, após participar de reunião de coordenação política com a presidente Dilma Rousseff e outros ministros.

Edinho Silva disse que o ato dos caminhoneiros não foi debatido na reunião, mas ele ressaltou que o governo espera dos grevistas uma postura de colocar os interesses da população acima de outras questões.  “Esperamos efetivamente que aqueles que estão envolvidos nessa mobilização, que têm único objetivo de desgaste político, que possam colocar acima de qualquer outra questão os interesses da população brasileira”, continuou Edinho Silva. (Com informações do g1.globo.com e Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo)

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