Dados da Emhaba (Empresa Municipal de Habitação do Município de Araras), solicitados pela reportagem do Opinião Jornal,  apontam que dos 50 acordos firmados entre inadimplentes da autarquia apenas 28 cumpriram com as obrigações formalizados no Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania), homologadas pelo juiz Antônio César Hildebrand e Silva.

De acordo com o presidente da Emhaba, Jackson de Jesus, 22 pessoas deixaram de pagar as parcelas acordadas. “Até 2009 o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo sempre apontava que a autarquia não se empenhava na cobrança das dívidas, por isso demos essa oportunidade de renegociação para os devedores, de lá para cá não houve mais apontamentos”, explicou.

É importante lembrar que essas pessoas foram contempladas e firmaram contratos no ano de 1996, que deveriam ser quitados até 2002. Nesses mais de 10 anos os mutuários não pagaram seus débitos, motivo pelo qual a autarquia precisou ir até a Justiça para receber.

Jackson explicou na ocasião do acordo que essas ações eram contra as pessoas que receberam suas casas e alugaram ou venderam. Desta forma, nem com os provimentos recebidos pagaram suas parcelas, e ainda recebem os aluguéis. Um dos casos que estava na Justiça era de um beneficiário que firmou um contrato de 100 parcelas e pagou apenas oito, restando 92 prestações.

A Emhaba é o órgão municipal responsável pelo desenvolvimento habitacional da cidade. Nos últimos dois anos, entregou mais de 1 mil moradias populares em parceria com o Governo Federal. São 368 apartamentos no Condomínio Arnaldo Mazon, 216 no Condomínio Victório Arthur Corrocher e outras as 518 moradias no Residencial Warley Colombini.

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