Aquele que não pagar a conta de água em dia a partir do ano que vem poderá ficar sem o bem precioso em suas torneiras. A informação foi confirmada pelo Saema (Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras), autarquia responsável pelo tratamento e distribuição da água que pode ser cortada em 2016 caso o morador fique 90 dias ou mais sem pagar a taxa mensal.

Embora o Saema, por meio do presidente da autarquia Felipe Beloto, tenha confirmado as informações sobre o novo esquema para 2016, não foram passados à imprensa mais detalhes sobre o assunto. Ainda conforme Beloto na próxima semana informações serão passadas a toda imprensa e também para a população da cidade.

Mesmo sem a divulgação do novo esquema de cobrança, o assunto já virou motivo de debate político. Os vereadores Carlos José da Silva Nascimento – Zé Bedé (PT – Partido dos Trabalhadores) e Eder Donizeti Muller (Pros – Partido Republicano da Ordem Social) defenderam que deva existir uma implantação de tarifa social de água pelo Saema. “Não estamos querendo que os mais carentes deixam de pagar a conta de água. O que queremos é que eles tenham um desconto de 50% para facilitar esse pagamento, tudo isso, sob critérios de avaliação das famílias, que inclui renda, o consumo de água e o tamanho da moradia”, disse o vereador Zé Bedé, na última Sessão Ordinária da Câmara Municipal de segunda-feira, dia 30.

Zé Bedé, que fez uma indicação na semana passada pedindo a tarifa social ressalta que atualmente alguns munícipes estão perdendo suas casas, porque tem dívida muito alta de água e esgoto. “Alguns aproveitadores com melhor poder aquisitivo oferecem um dinheiro muito abaixo do que vale o imóvel e depois negociam as dívidas da casa com a Prefeitura. Isso é lamentável, precisamos ajudar essas famílias mais carentes e impedir que elas percam suas moradias. Por isso, que defendo o parcelamento e a tarifa social”, afirmou o vereado

Eder Muller, também já havia apresentando uma indicação semelhante ao vereador Zé Bedé em 2011 e voltou a falar do assunto na sessão camarária do dia 30. “O Saema tem que ter um planejamento para atender e amparar as famílias carentes que não tem condições financeira com analise do quadro social”, observou.

Ele explicou que não é porque foi aprovado em por um conselho deliberativo, que se pode interromper o fornecimento de água aos moradores. “A situação é séria e em reunião de vários vereadores com uma juíza de Araras, há alguns anos, a respeito deste assunto, já fomos informados que pode haver questionamentos na justiça e o Saema ser obrigado religar a água dependendo da situação, como se houver recém-nascidos na casa”, alertou.

Por outro lado, Eder Muller também concorda que tem que ser feito uma análise criteriosa do quadro social das famílias que serão beneficiadas. “Tem gente que não paga porque não quer, mas outras é porque não tem condições mesmo, por isso, é importante analisar caso a caso e garantir essa tarifa social de até 50% na conta de água e estudar até mesmo uma isenção daquelas que estiverem em situação de extremamente vulnerabilidade”, completou Eder Muller.

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