“Será a primeira experiência de campanha salarial e social após a reforma trabalhista. É de fundamental importância a unidade de ação contra os impactos dessas mudanças”, diz Serginho Leite da diretoria da Fequimfar

LogoGrande_01Num cenário pós-reforma trabalhista, ontem (15) a Fequimfar (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo, filiada à Força Sindical e à CNTQ – Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos) dará início à campanha salarial e social do setor com o Seminário de Negociação Coletiva para avaliar e discutir a pré-pauta de reivindicações.
Dirigentes da Fequimfar e sindicatos filiados estarão reunidos no auditório da Colônia de Férias dos Borracheiros, na cidade de Praia Grande, litoral sul do estado de São Paulo, para o Seminário. Na ocasião, serão realizados palestras e debates sobre o cenário econômico do setor, bem como criadas e avaliadas estratégias para a negociação coletiva deste ano. “Apesar de ainda não estar em vigor, será a primeira experiência de campanha salarial e social após a reforma trabalhista. É de fundamental importância a unidade de ação contra os impactos dessas mudanças nos direitos dos trabalhadores. Estamos na luta por medidas que fortaleçam as estruturas sindicais com o objetivo de equilibrar o processo de negociação coletiva, valorizando a autonomia das negociações e preservando direitos”, afirma Sergio Luiz Leite, Serginho, presidente da Fequimfar e 1º secretário da Força Sindical.
O evento dá início, oficialmente, à campanha salarial e social dos 150 mil trabalhadores do setor industrial químico e plástico no Estado de São Paulo, distribuídos nos segmentos químicos, plástico, petroquímicos, abrasivos, fertilizantes, cosméticos, tintas e vernizes, entre outros. Ao fim do Seminário, dirigentes da Fequimfar e sindicatos filiados irão aprovar uma pré-pauta de reivindicações que será levada às assembleias para aprovação dos trabalhadores. “Nesta campanha, a Federação dos Químicos e os sindicatos filiados estarão mobilizados, reivindicando o reajuste salarial com aumento real, valorização do piso, PLR (participação nos lucros e resultados) e a garantia de direitos”, afirma Edson Dias Bicalho, secretário geral da Fequimfar e presidente do Sindicato dos Químicos de Bauru. Já Jurandir Pedro de Souza, diretor financeiro da Fequimfar e presidente do Sindicato dos Químicos de Itapetininga, declara: “No atual contexto é importante resistir para que possamos manter as conquistas já alcançadas ao longo dos anos em convenção coletiva. Será preciso muita mobilização e esclarecimentos nas portas das fábricas a fim de estabelecer a união em defesa de direitos e conquistas”.
As principais bandeiras de luta dos Químicos da Força são: reajuste salarial, aumento real e PLR (participação nos lucros e resultados), valorização do piso salarial, em defesa do emprego, trabalho decente, saúde e segurança, igualdade de oportunidades, qualificação profissional, fortalecimento da estrutura sindical. A data-base da categoria é 1º de novembro e os Químicos da Força contam com o apoio da central Força Sindical, CNTQ e da Industriall nesta campanha salarial e social.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*