Processo movido em 2004 acusa emissora de ofender práticas religiosas como o candomblé

A Record perdeu o recurso contra uma condenação datada de 2015, que exigia o direito de resposta de representantes de religiões africanas no canal comandado por Edir Macedo, da igreja Universal. A decisão conduzida pela desembargadora Consuelo Yoshida foi unânime, com resultado de 3 a 0, julgada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo na quinta-feira. A publicação dos detalhes da votação está prevista para esta terça, dia 10.

O processo foi movido em 2004 pela Procuradoria Geral dos Direitos do Cidadão após denúncia do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) e do Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro Brasileira (Intercab), que acusam a emissora de promover a intolerância contra religiões africanas, como o candomblé.

A Record agora deve exibir 16 horas de resposta na voz de representantes de religiões africanas ao longo de sua programação. O canal pode recorrer no Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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