Um número que chamou a atenção nas estatísticas divulgadas esta semana pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) foi o de estupros.

Apenas em março deste ano foram registrados quatro casos de estupro em Araras, número que cresce ainda mais somado aos casos registrados desde janeiro, em que houveram dois, igualmente em fevereiro, totalizando ao todo oito casos de estupro na cidade. Já em 2015, nos três primeiros meses, apenas dois casos foram registrados.

Em um comparativo com 2014 os números chamam ainda mais a atenção, pois no mesmo período, três primeiros meses, não houve nenhum registro do crime em Araras.

De acordo com o delegado de Polícia Civil, Marcelo Roston, atualmente responsável pelo expediente da Delegacia da Defesa da Mulher em Araras, explica que há sim uma alta nos registros, porém ainda são investigados. “Alguns casos primeiramente registrados como estupro são comuns, mas as vezes não é bem isso que acontece e apenas descobrimos isso durante as investigações”, conta o delegado.

Uma mulher, que preferiu não se identificar, declarou que já foi estuprada e que isso é um assunto delicado e que as mulheres normalmente têm medo de denunciar. “Eu mesmo já sofri com isso. Uma vez estava em uma reunião na casa de um colega e então bebemos um pouco a mais, neste dia adormeci e acordei com um dos rapazes tentando penetrar o pênis em mim. Neste dia preferi não denunciar, mas sei que isso foi estupro, pois antes eu já estava sem as roupas e me disseram que o mesmo rapaz já havia acariciado parte do meu corpo”, conta a jovem de 25 anos de idade que tem sua identidade preservada.

No Estado

Os casos de estupros tiveram elevação de 4,24%, assim como os roubos e furtos em geral, que aumentaram 5,88% e 1,64%, respectivamente. No trimestre também houve aumento de estupros (2,48%), roubos em geral (4,15%) e furtos em geral (5,21%).

O que hoje é considerado estupro

De acordo com o Código Penal Brasileiro em seu artigo 213 (na redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009), estupro é: constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.

 

(Lucas Neri)

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