O reajuste da tarifa de água foi um dos assuntos abordados pelo presidente executivo do Saema (Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente) de Araras, Rubens Franco Júnior, em entrevista ao Grupo Opinião ontem (19). Ele disse que a autarquia estuda medidas de economia para tentar manter a atual tarifa, sem alterações.

A Ares-PCJ (Agência Reguladora de Serviços de Saneamento da Bacia dos Rios Piracicaba, Jundiaí e Capivari), no entanto, afirmou que a tarifa poderá ter aumento. Na edição de ontem do Opinião, o diretor geral da agência, Dalto Favero Brochi, disse que “anualmente é revista a tarifa aplicada nas contas de água pelo Saema e que a estimativa é que haverá alteração na estrutura tarifária em relação ao valor em vigor hoje, até porque, o contrário seria prejudicial à arrecadação da autarquia. A nova tarifa poderá entrar em vigor a partir de abril”. Brochi também disse que “a tendência é que permaneça o mínimo de 10 m³ de água por residência, a fim de evitar desperdícios e assegurar o equilíbrio econômico

Com as chuvas constantes, represas de Araras estão com 100% de suas capacidades
Com as chuvas constantes, represas de Araras estão com 100% de suas capacidades

e financeiro”. O índice, no entanto, segundo ele, será calculado com base nos custos operacionais e investimentos do Saema previstos para os próximos 12 meses, a partir de abril.

“Não tem nada acertado e nós vamos tentar outra forma para não reajustar a tarifa de água. Economizar com energia elétrica, ajustar a estrutura da autarquia, vamos ver o que é possível economizar para não alterar o valor. Se tiver que ter será só a inflação e só”, disse Franco. Ele adiantou também que o mínimo consumido – 0 a 10 m³ – será reavaliado.

Outro assunto estudado pela autarquia é a questão da inadimplência. “Tem pessoas que querem pagar e não têm recursos para quitar seus débitos. E para o consumidor mais sofrido vamos fazer tudo para que sane suas contas”. Medidas para os inadimplentes melhor situados financeiramente também são foco da autarquia, segundo o presidente.

Ele ainda esclareceu que, mesmo com as chuvas constantes, há grande preocupação em realizar diariamente a medição das reservas de água do município, afirmando que “as represas estão todas com 100% de suas capacidades”. Acrescentou que o bombeamento do rio Mogi Guaçu está parado, “o que ocasiona economia de energia”.

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