Lucas Silvestre de Carvalho é professor do Núcleo de Negócios do Centro Universitário Hermínio Ometto (FHO) e mestre em administração
Lucas Silvestre de Carvalho é professor do Núcleo de Negócios do Centro Universitário Hermínio Ometto (FHO) e mestre em administração

Quando vemos algo diferente, inovador, é muito comum que nos peguemos pensando: “Nossa, como eu não pensei nisso antes?”, não é? Porém, talvez o que nos falte é dedicar um pouco de nosso tempo para pensar a respeito de inovação.

Não é incomum que tenhamos uma sensação de que não podemos desenvolver algo ou criar uma novidade. Às vezes nos falta confiança ou achamos que não temos um conhecimento técnico necessário para chegar uma ideia inovadora. Aí pode estar nosso maior erro! Será que você não está se subestimando? Será que você não consegue mesmo pensar em algo inovador ou ter uma ideia que possa gerar ganhos ou trazer novas formas de produzir ou prestar um determinado serviço?

Devemos levar em consideração alguns aspectos importantes para que possamos desenvolver ideias e criar coisas novas. A primeira dica é: pense fora da caixa. Dia após dia uma pessoa age quase que de forma automática. Acorda, vai trabalhar, pratica uma atividade física ou faz uma atividade de lazer, vai pra cama e dorme. Que tal parar por uns minutos e pensar em coisas novas? Que tal criar o hábito de pensar de forma diferente e executar ações que estão fora do seu cotidiano? Isto pode dar certo no seu trabalho também! Que tal, então, pensar fora da caixa no seu trabalho? Pode ser bem legal!

A segunda dica é ter a consciência que nem toda inovação é algo espetacular que irá mudar o mundo. É possível criar e praticar a inovação por meio de pequenos ajustes nas tarefas do dia a dia. Imagine que uma determinada empresa aérea economizou milhões de dólares apenas cortando a azeitona do cardápio das saladas servidas nos voos. Guardadas as devidas proporções, será que não temos uma “azeitona” que podemos tirar e gerar uma “pequena” economia para a empresa que trabalhamos? É possível que sim!

Estas pequenas inovações são chamadas de inovações incrementais de baixo impacto. São aquelas que melhoram os afazeres diários, mas não causam uma grande revolução. Por outro lado, não devemos excluir a possibilidade de uma inovação radical, que é aquela em que muda-se drasticamente o cenário ou cria-se algo novo. Daí vem nossa terceira dica. Não deixe que a oportunidade de inovar passe e não seja aproveitada. A inovação pode ser perdida por não ser executada no tempo correto. Logo, devemos pensar que a ideia é estática e pode ficar em sua mente por vários e vários anos. Porém, a oportunidade é dinâmica e pode passar a qualquer momento e casar perfeitamente com a ideia que está parada. Mas, se não for aproveitada, pode ser que nunca irá causar uma revolução nos negócios ou nem mesmo causará a economia de uma azeitona.

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