A Santa Casa de Araras sediou um procedimento pouco realizado no estado de São Paulo no último, dia 15. Pacientes que antes eram submetidos ao implante de stents metálicos, podem agora receber implante de um dispositivo do gênero que se dissolve na parede do vaso, quando absorvido pelo corpo do paciente se transformando em CO2 e água e excluído pelo organismo, ao contrário de um metálico, que é permanente.

Antes de realizar a cirurgia, Daniel Poterio, diretor da Vitta in Core, liderou estudos e qualificou todo pessoal que atuou na cirurgia. Em maio, esteve presente no Euro PCR 2015 (Congresso Mundial de Cardiologia Intervencionista) em Paris/França. Rafael Pavão, Juliana Mendes, enfermeira responsável e técnica coordenadora, estavam presentes. Neuza Grachet de Souza e Danilo Tadeu Antônio também fazem parte da equipe de Hemodinâmica.

Momento da cirurgia em que a equipe da Vitta in Core, dirigida pelo médico Daniel Poterio, implanta a prótese.
Momento da cirurgia em que a equipe da Vitta in Core, dirigida pelo médico Daniel Poterio, implanta a prótese.

Com o objetivo de submeter a plataforma vascular ao seu pleno funcionamento, o Suporte Vascular Biorreabsorvível é implantado em pacientes que apresentam indicação de procedimento para desobstrução em artérias do coração. Na cirurgia, o médico, introduz um cateter vaso sanguíneo e “manobra” o dispositivo até o local exato. Em seguida, a região interna da artéria que esta obstruída, podendo causar angina, infarto e até mesmo morte súbita, será preparada e reparada para a reconstrução, sendo então posicionado e implantado o Suporte Vascular Biorreabsorvível. Assim, o fluxo de sangue volta ao normal e o sistema vascular é normalizado. O sistema cumpre o objetivo de sustentar o vaso aberto, liberar tratamento farmacológico no local afetado e, após a total cicatrização do vaso aberto, ele começa a ser absorvido é eliminado do organismo. No período de 24 a 36 meses, desaparece. Em muitos dos casos, acontece a recuperação da vasomotricidade, ou seja, após este período pode ocorrer também o restabelecimento funcional da coronária.

No caso de Araras, o procedimento teve grau de complexidade superior aos habituais, pois a equipe da Vitta in Core, responsável pelo serviço de Hemodinâmica da Santa Casa de Araras, executou o implante de duas próteses, o que dificulta consideravelmente a cirurgia.

Segundo a informação, raro e inovador, uso de tal produto ainda não foi realizado pela maioria dos centros de referência cardiológica do interior, com exceção às cidades de Campinas, São José do Rio Preto e agora, Araras. A Vitta in Core, fez a doação do implante a uma paciente que necessitava e todo procedimento foi um sucesso.

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