Locais com notificações da doença são mapeados pela Saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde investiga a suspeita da morte por dengue de um homem de 73 anos nesta segunda-feira, dia 2. O laudo final deve ser divulgado dentro de 30 dias e qualquer diagnóstico agora seria precipitado.

Segundo as informações, Dionizio Silva foi atendido por duas vezes na Santa Casa de Misericórdia de Araras. A sobrinha contou ao site G1 que fazia uma semana que o tio estava passando mal, com dores no corpo e vômito, e que procurou a unidade de saúde no sábado, dia 28, mas ele foi medicado e liberado. Como não houve melhora, Silva voltou ao hospital na segunda-feira, mas não resistiu.


 

 

Ações de combate a dengue são anunciadas em coletiva de imprensa

A secretária de Saúde, Vandersi Pavan Bressan afirmou em coletiva de imprensa na manhã de ontem, dia 4, que Araras corre o risco de ter uma epidemia de dengue se a população não eliminar possíveis criadouros e focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Até à tarde desta quarta, Araras contava com 133 casos de dengue confirmados. Destes, 104 são autóctones e 29 importados. 72 exames deram negativo e há outros 100 casos aguardando resultado de exames coletados para diagnóstico.

Vanda disse que embora o número de confirmações ainda seja bem menor do que o registrado em cidades vizinhas, onde há situações de epidemia oficializada, se o combate e a prevenção à dengue não for  ainda mais intensificado, Araras poderá entrar em situação de emergência já nos próximos dias. “Com 192 casos já entraremos em situação de emergência”, disse a secretária Vanda.

Em Pirassununga, uma pessoa com os sintomas da dengue morreu no domingo, dia 1º. Com 1.270 casos, a Vigilância Epidemiológica de Rio Claro confirmou na sexta-feira, dia 20, a primeira morte causada por dengue na cidade desde 2011. Já em Limeira, que vive números alarmantes, no último dia 14, foi confirmada a primeira morte pela doença em 2015.

Se Araras ainda está com um número menor de casos de dengue confirmados em 2015, na comparação com muitas cidades vizinhas, Vanda credita em boa parte ao sucesso dos arrastões que foram feitos no último trimestre de 2014. “Em outubro, novembro e dezembro, nós percorremos todos os bairros e retiramos mais de 45 caminhonetes de objetos que poderiam acumular água e servir para o mosquito procriar. Se não tivéssemos feito esse trabalho criterioso, poderíamos estar em situação mais crítica”, garante.

De janeiro e fevereiro a pasta comprou testes rápidos para diagnóstico ágil da dengue em pacientes considerados de risco (idosos, crianças, pessoas com outras doenças preexistentes e com sistema imunológico debilitado), também adquiriu mais duas bombas costais – a Saúde possuía três unidades até então – para intensificar as ações de bloqueio nos locais com casos confirmados, o reforço das equipes de controle de endemias com agentes comunitários de Saúde. “Requisitamos um agente de saúde de cada unidade do Programa de Saúde da Família para apoiar o trabalho contra a dengue. Isso está previsto na política pública de saúde nacional e não hesitamos em lançar mão”, afirmou.

Toda a rede de PSF foi acionada para coletar sangue para diagnóstico convencional da dengue, sendo que a coleta agora é feita em todo o expediente do posto e não mais só em parte do dia.

Pelas informações divulgadas, dos 25 cargos de combate a dengue da pasta, seis estão vagos (os ocupantes pediram exoneração) e sete pessoas não podem trabalhar na rua. “Estamos estudando a contratação pública para colocar pessoas nessas vagas, porque muitos não querem trabalhar na rua quando termina o estágio probatório”, ressaltou.

A Secretarias de Obras e de Serviços Públicos também atua no combate por meio da limpeza de terrenos baldios com mato alto que foi intensificado, com a ação da Prefeitura já após o sétimo dia depois da notificação dos proprietários. “Damos sete dias para a pessoa limpar o terreno, se não fizer a Prefeitura faz o serviço e manda a conta”, explicou Celso Canassa, secretário de Fiscalização Urbana e Obras.

A Secretaria Municipal de Educação também determinou uma varredura nas unidades da rede municipal de ensino para verificar e eliminar possíveis criadouros em prédios públicos. Canteiros de obras também estão sendo vistoriados.

Vanda finalizou a coletiva solicitando o apoio de todos no combate a dengue e aconselhou a população a usar repelentes, principalmente nas crianças.

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