Caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Araras

Mesmo após parte da quadrilha ser presa por conta do sequestro de um empresário ararense, as investigações da Polícia Civil de Araras em parceria com o DAS (Departamento Anti Sequestro) não foram encerradas, até que no início dessa semana mais um dos autores do crime foi identificado, entretanto para a surpresa dos policiais o criminoso foi executado no último sábado, dia 28.

O sequestro do ararense aconteceu em agosto, na ocasião, uma quadrilha de São Paulo, com o auxílio de um ararense, veio até a cidade e raptou o empresário que só foi libertado após o pagamento do resgate. A prisão de três dos envolvidos, o informante de Araras, o chefe da quadrilha e sua mulher foram presos em setembro.

Embora mais da metade da quadrilha tenha sido presa, sobraram ainda dois suspeitos do crime que não haviam sido identificados, um deles é exatamente o vulgo “Baleado” que foi apenas identificado pela Polícia na última semana e antes de ser preso foi executado por uma possível quadrilha rival. “Baleado”, como era conhecido o criminoso, foi encontrado morto na capital paulista com cerca de 30 tiros.

Com a morte do quarto sequestrador, ainda falta mais um para ser identificado e a Polícia Civil ararense, ainda em conjunto com o Departamento Anti Sequestro continua a investigar o crime até que todos os suspeitos sejam detidos.

 

O Sequestro

No mês de agosto, dia 4, um empresário ararense, cujo nome e nem características serão reveladas para preservar sua integridade, estava em um comércio localizado no Jardim Fátima, em Araras, quando foi abordado por alguns homens que se identificaram como policiais civis e o colocaram em um veículo. Esses homens usavam identificações de policiais.

Caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Araras
Caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Araras

A vítima foi conduzida pelos criminosos até um barracão, ainda em Araras, lá houve a troca dos veículos e em seguida a remoção do empresário até o cativeiro, que ficava na zona sul de São Paulo/SP.

Segundo informações, foram quatro dias de negociações entre os criminosos e a família do empresário. Durante esse período a família foi extorquida e a vítima diversas vezes agredida pelos criminosos, até que houve o pagamento do resgate, cujo valor não foi divulgado e a libertação do empresário, que foi deixado pelos bandidos próximo a um cemitério em Itapecerica da Serra.

De acordo com a Polícia Civil, desde os primeiros contatos com os sequestradores e familiares, os policiais prestaram o suporte conduzindo a investigação visando a preservação da vítima.

 

Desarticulação e prisão dos sequestradores

Após o drama vivido pelo empresário que sofreu nas mãos dos sequestradores, os trabalhos da polícia de inteligência entraram em ação. Com o uso de estratégias de investigação, a polícia civil ararense foi fechando o cerco contra os criminosos, contando também com o auxílio do DAS, que também investigava a quadrilha por conta de outros crimes da mesma natureza.

Durante os trabalhos, foram levantadas informações sobre o casal de bandidos que morava em São Paulo e também a respeito do ararense, morador do Parque Industrial, que também fazia parte do bando. De acordo com informações, algumas semanas após o sequestro do empresário ararense, já havia outro sequestro realizado pela mesma quadrilha, porém esse mais rapidamente desarticulado, inclusive com a libertação da vítima, empresário do ramo de transportes de São Paulo, sem o pagamento do resgate.

O chefe da quadrilha, chamado de baiano por seus comparsas, e sua esposa foram os primeiros a serem presos. Na casa do casal foram encontrados armamentos pesados como pistolas calibre 9mm e até submetralhadoras, além de um veículo clonado Cobalt de cor preta e roupas com características da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

 

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