O Conselho de Regulação do Saema (Serviço de Água e Esgoto do Município de Araras) aprovou a nova tarifa de água e esgoto para o Município, estabelecida pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias PCJ (Ares-PCJ), órgão responsável pela regulação dos serviços de saneamento em Araras com aumento de 27%.

De acordo com informações da autarquia, o valor cobrado do mínimo de 10 m³ (10 mil litros) passará de R$ 19,40 para R$ 24,79 – a nova tarifa valerá a partir de abril. Com o reajuste, o valor por metro cúbico, até o mínimo de 10 m³, será de R$ 2,48, sendo desses R$ 1,38 para água e R$ 1,10 para esgoto, o que representa menos da metade dos R$ 5,13 cobrados das famílias de Americana, consumidoras do mesmo volume de água. Em Indaiatuba, a taxa também é maior do que a cobrada pelo Saema –  mínimo por lá custa R$ 7,31. Em Campinas, o valor é R$ 6,41

Quando considerado o valor praticado nas cidades que ficam na região, ainda assim o município de Araras, mesmo com o aumento, mantém a tarifa mais barata, como, por exemplo, Leme (R$ 3,68), Pirassununga (R$ 3,45), Rio Claro (R$ 3,37), Limeira e Piracicaba (R$ 3,06), Cordeirópolis (R$ 2,79), Iracemápolis (R$ 2,57), Araraquara (R$ 2,64), santa Bárbara d’Oeste (R$ 3,08), Artur Nogueira (R$ 3,47).

Dos 53 municípios ao qual a Agência Reguladora Ares-PCJ é responsável, Araras ocupa a 14ª colocação entre as com tarifa mais barata, destacando que entre elas, com exceção de Valinhos, são municípios menores que Araras, como Analândia (R$ 0,84), Dois Córregos (R$ 1,67), Jaguariúna (R$ 1,80), Corumbataí (R$ 1,81), Louveira (R$ 1,83), Itirapina (R$ 1,84), Rafard (R$ 2,13), Rio das Pedras (R$ 2,21), Cosmópolis (R$ 2,21), Cerquilho (R$ 2,37), Monte Alegre do Sul (R$ 2,37) e Saltinho (R$ 2,39).

O diretor administrativo e financeiro da Ares-PCJ, Carlos Roberto de Oliveira, afirmou em reunião realizada com o Conselho de Regulação do Município no dia 29 de fevereiro que foram realizados estudos e análises contábeis, econômicas e financeiras para chegarem ao percentual necessário a ser aplicado no reajuste nas tarifas de água e esgoto. “Não podemos fugir desse número senão o futuro da autarquia pode ser comprometido em seus investimentos e compromissos”, completou.

Em 2015 a Ares-PCJ, após audiência pública realizada na Câmara Municipal, definiu a nova cota mínima para o Município, passando de 18 m³ (18 mil litros) vigente até 2014, para 10 m³ (10 mil litros). A ação integrou a nova dinâmica de consumo após a crise hídrica.

(MGC com informações da Secom)

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