Durou 20 horas e 34 minutos a sessão deliberativa extraordinária que resultou na admissibilidade do processo de impeachment Crédito: Beto Barata/Agência Senado
Durou 20 horas e 34 minutos a sessão deliberativa extraordinária que resultou na admissibilidade do processo de impeachment
Crédito: Beto Barata/Agência Senado

Por 55 votos a 22, o Senado decidiu ontem, dia 12, abrir processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT – Partido dos Trabalhadores), por entender que há indícios suficientes de que ela cometeu crime de responsabilidade, infringindo a Constituição Federal e a Lei 1079/1950, motivo pelo qual ela foi afastada do cargo por um prazo máximo de 180 dias, período em que os senadores concluirão esse processo e decidirão se efetivamente ela cometeu crime de responsabilidade.

O vice-presidente Michel Temer (PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro) assumiu ainda nesta quinta-feira a Presidência da República. Dilma Rousseff manterá direitos, como residência no Palácio da Alvorada, salário integral e uma equipe de funcionários para auxiliá-la.

Durou 20 horas e 34 minutos a sessão deliberativa extraordinária que resultou na admissibilidade do processo de impeachment. Durante a sessão, cada senador teve até 15 minutos para usar a tribuna, a maioria justificando seu voto com argumentos concernentes à situação econômica enfrentada pelo país.

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, também teve 15 minutos para defender a presidente, alegando que a acusação lançada contra a chefe do Executivo não se ampara em fatos reais consistentes com crime de responsabilidade praticado pela presidente da República.

 

Repercussão

O presidente do PMDB em Araras, Carlos Cerri Júnior, afirmou que a agremiação torce para que Temer faça um ótimo trabalho para que o país retome o crescimento. “Só pelo fato de ele ter dez ministérios a menos já sinaliza um avanço. Ontem a população já demostrou bastante otimismo. A presidente anterior estava muito desgastada”, completou.

Cerri ressaltou ainda que Temer na presidência também dá mais força para a pré-candidatura de Marcelo Fachini a prefeito de Araras.

Já o prefeito Nelson Dimas Brambilla do Partido dos Trabalhadores afirmou que ainda é muito cedo para fazer conjecturas, porém ressaltou que a oposição desgastou a imagem da presidente Dilma para que o pais chegasse onde está. “Acredito que esse Governo Temer começou envelhecido, com algumas oligarquias que estiveram no Poder no passado”.

Brambilla afirmou ainda que Temer chegou ao Governo com 55 votos e o poio dos grandes veículos de comunicação, enquanto Dilma obteve 54 milhões nas urnas. “Espero que não pare com os projetos sociais e continuem mandando investimentos para Araras como recebemos nos últimos anos em todas as áreas como na educação, moradia e infraestrutura”, lembrou.

(Maria Gabriela Córnia)

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