Palio em que estavam vítimas fatais. (Foto: Reprodução WhatsApp - reportagem não conseguiu apurar autor das fotos)

Carro em que estavam colidiu com outro que seguia em direção oposta e, logo em seguida, ainda foi atingido por caminhão que teria ocasionado atropelamento e incêndio

Três mulheres morreram no fim da noite do último sábado (16) após o veículo em que estavam se envolver em um acidente na rodovia Wilson Finardi (SP-191) no trecho que liga a cidade de Araras a Conchal/SP.

Duas das mulheres tiveram seus corpos carbonizados, enquanto outra foi atropelada por um caminhão. Além delas, o motorista do mesmo veículo está internado em estado grave no Hospital São Luiz.

De acordo com boletim de ocorrência, uma quinta vítima teria se envolvido no acidente, um jovem de 29 anos que dirigia o veículo que colidiu frontalmente com o carro da família, porém o mesmo fugiu do local do acidente.

O jovem foi encontrado algumas horas após o acidente. No entanto, não foi preso por não ser constatado seu envolvimento na ocorrência, a princípio, além do que, o mesmo negou que seria o motorista do veículo, que está em nome de outra pessoa. A Polícia Civil Investiga o caso.

Os sepultamentos das vítimas aconteceram em parte no domingo (17) e também ontem (18), no Cemitério Municipal de Araras. As mulheres mortas são Itelvina Teixeira de Lima (61), sua filha Cristina Aparecida de Lima (42) e Ivani Generoso (56), amiga da família.  Adailson Fernando da Silva (47) está internado no CTI (Centro de Tratamento Intensivo).

Entenda o acidente

Ao contrário do convencional em acidentes fatais do tipo, esse teve um desdobramento incomum que agravou a situação. Quem contou a única versão do acidente foi o genro de Adilson que está internado, Evandilson, que não estava envolvido na ocorrência, mas que teria ouvido como foi o acontecimento instantes antes de Adilson ter complicações médicas e entrar em coma.

Segundo o genro, era por volta de 23h30 quando Adilson, na companhia de sua esposa Cristina, sua sogra Itelvina e a amiga da família Ivani, seguiam pela rodovia em direção a suas casas quando na altura do km 37 da rodovia Wilson Finardi, na região do bairro Caio Prado, o carro em que estavam, um Fiat Palio, foi atingido frontalmente por uma Chevrolet Montana que seguia na direção oposta.

Adilson teria contado que o motorista da Montana fugiu sem prestar socorro e que, embora ferido e em meio à escuridão do local, ele mesmo estava socorrendo sua família, e que teria iniciado por sua sogra, arrastando-a para fora do carro.

Chevrolet Montana que colidiu frontalmente com o carro das vítimas fatais. (Foto: Divulgação/Whatsapp)

O que Adilson não contava, ao arrastar a mulher, é que a teria posicionado em meio à rodovia e o menos esperado aconteceu, um caminhão a atropelou e em seguida ainda atingiu o veículo da família ocasionando o incêndio do Palio com sua esposa e amiga ainda dentro do carro. Adilson ainda relatou que o motorista do caminhão também não parou para prestar socorro.

Em seguida não há relatos do que teria ocorrido, apenas que Adilson foi socorrido, ainda consciente, e levado para o Hospital São Luiz, onde lá teria contado a versão ao seu genro.

A Polícia Militar Rodoviária foi até o local e, ao chegar, as chamas do veículo já estavam controladas e também já havia sido constatada a morte das três mulheres. Os PMs foram até o hospital para colher informações de Adilson. No entanto, o mesmo já estava inconsciente e então colheram apenas as informações de seu genro.

Na manhã seguinte ao acidente, já no domingo (17), guardas municipais patrulhavam pela avenida Maximiliano Baruto quando encontraram um jovem caminhando pela rua com ferimentos no rosto. Os GMs suspeitaram de que o mesmo teria envolvimento com o acidente e questionado sobre isso o jovem teria confessado que estaria envolvido na colisão, mas que deixou o local receoso do que pudesse lhe acontecer diante do fato. Ele ainda teria admitido que tinha consumido bebida alcoólica antes de dirigir, segundo os guardas.

Tudo parecia mais claro para os guardas municipais, no entanto, a situação mudou assim que o mesmo chegou à Delegacia de Polícia Civil. Lá, acompanhado de seu advogado, o jovem disse ao delegado de plantão que não sabia o que tinha acontecido e que ele não tem envolvimento nenhum com qualquer acidente. O mesmo ainda se negou a fornecer de maneira voluntária sangue para uma melhor apuração toxicológica da Polícia Civil, que acabou por ouvi-lo e liberá-lo após séries de fotografias.

A Polícia agora investiga o caso e por meio de inquérito buscar desvendar, a princípio, a causa da morte das vítimas e também quem teria provocado o primeiro acidente e, em seguida, a identidade do caminhoneiro.

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