Uma cena de “desperdício” de água assustou quem passava pela estrada municipal Fábio da Silva Prado, no final da tarde de ontem, dia 18. Uma grande quantidade de água veio ao chão ao deslizar de uma estrutura do Saema (Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente do Município de Araras) durante algumas horas. Entretanto, a autarquia disse que a vazão é necessária para a manutenção da rede e que a água perdida não é tratada, e sim bruta vinda diretamente do Rio Mogi Guaçu.

A equipe de reportagem do Opinião flagrou o momento de perda da água por volta das 17 horas de ontem. A estrutura, que é similar às convencionais caixas de água é na verdade um sistema de respiro do liquido, explica o presidente do Saema. “Tirar o ar da rede para que não quebre é algo necessário, principalmente para aliviar a rede, já que ela trabalha no limite de vazão, e quando isso ocorre acontece essa perda de água bruta do rio Mogi”, disse Felipe Beloto.

Uma grande quantidade de “agua bruta” do Rio Mogi Guaçu foi para o bueiro
Uma grande quantidade de “agua bruta” do Rio Mogi Guaçu foi para o bueiro

Ainda segundo a autarquia, o novo sistema de bombeamento de água do rio, fará com que aconteça essa vazão uma vez ao mês. “É necessária uma manutenção dos equipamentos pelo menos a cada 30 dias. O novo sistema foi inaugurado no último dia 20”, justifica Beloto.

Mesmo justificado, o desperdício da água gerou revolta de algumas pessoas, já que a água visivelmente é limpa e também por ninguém da autarquia foi até o local ou comunicou a população sobre a perda de água do rio.

O sistema de captação de água, batizado como “Karl Arthur Bolliger”, desde a sua inauguração na década de 80, jamais havia sofrido qualquer tipo de intervenção em suas unidades. Com a chegada da crise da hídrica, o Saema se viu na necessidade ousada de aumentar a captação do volume de água do Rio Mogi para poder superar a falta de água e começar a colocar em ação medidas que seriam necessárias para reverter à situação e dar tranquilidade aos ararenses.

No local, foram feitas reformas de modernização como a substituição de duas bombas, instalação de uma terceira e adequações elétricas, hidráulicas e civis.

O investimento realizado no sistema proporcionou que os lendários 200 litros de água captados por segundos (média de 17 milhões de litros de água por dia) passassem para 340 litros/segundos, elevando para uma média de 29 milhões de litros/dia.

Atualmente, cerca de 80% da água captada em Araras vem do Rio Mogi Guaçu; o restante é captado das represas – antes disso, a situação era inversa. A medida proporcionou, inclusive, que fosse feita uma reserva maior da água dos reservatórios durante o período.

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