Um traficante de Araras foi preso durante a “Operação Resistência” realizada pela Polícia Federal de Bauru/SP. As investigações da “Operação Resistência” começaram há oito meses, mas as prisões ainda não foram finalizadas.

As polícias Federal e Militar já investigavam os criminosos desde o começo do ano passado e faltava apenas juntar as forças para fechar o cerco aos traficantes. Mas, no meio das investigações, os suspeitos foram avisados sobre as prisões por uma faxineira terceirizada do Fórum, onde ficavam os mandatos, informou a Polícia Federal.

De acordo com as investigações, a suspeita fotografou os mandados de prisão expedidos pela Justiça contra os criminosos e o marido dela comunicou os integrantes da quadrilha. Essa ação atrasou o trabalho da polícia. A funcionária terceirizada é vizinha de um dos líderes da quadrilha, informou a polícia.

“Ela tinha relações muito próximas com a organização criminosa. Ela identificou a existência de mandados em nome dessas pessoas e com a ajuda do marido, ambos tornaram de conhecimento dos criminosos a ação da polícia e da Justiça. Algo que causou muito prejuízo e transtorno para nossa operação”, afirma o delegado da Polícia Federal Ênio Bianospino.

O casal foi preso por ser informante associado ao narcotráfico, quebra de sigilo, favorecimento pessoal e favorecimento real. A polícia ainda não sabe informar se a mulher se infiltrou para obter as informações no Fórum ou se ela foi subornada para revelar as informações sigilosas.

Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que vai colaborar com as investigações e que tomará as medidas cabíveis.

 

Operação
Na operação foram presas onze pessoas em Bauru, uma em Pederneiras, uma em Araras, e cinco em Campo Grande/MS. Outras três já estavam presas durante as investigações. Cinco continuam foragidas. Os traficantes formavam dois grupos com participação de parentes. “A liderança dessa organização era formada por alguns irmãos, que já estavam iniciando no crime seus filhos e sobrinhos”, conta o delegado.

De acordo com a polícia, maconha e cocaína compradas de fornecedores no estado vizinho e em Araras eram revendidas no Centro-Oeste Paulista. A droga chegava escondida em caminhões, de onde eram levadas para depósitos em chácaras, antes de ser vendida. Durante a operação, foram retirados de circulação 400 quilos de droga dos traficantes.

 

Policial envolvido

Também segundo as investigações, um policial militar é suspeito de estar envolvido no esquema. Ele emprestaria dinheiro para os traficantes comprarem a droga nas fronteiras do Brasil com outros países.

Segundo o capitão da PM Gustavo Xavier, o caso será apurado pela Polícia Militar. “Será instaurado um procedimento apuratório por parte da Polícia Militar que vai, a partir das provas produzidas pela Polícia Federal, verificar qual seria a melhor providência administrativa a ser adotada nesse caso. Então, baseado nas provas que forem trazidas, que forem dadas ao conhecimento da Polícia Militar, vai ser uma providência ou outra, quer o afastamento ou instalação de um procedimento específico.”

O nome do policial não foi divulgado. Também não foi expedido mandado de prisão contra ele porque ainda falta a apuração das provas e não houve flagrante nesse caso. “Ele está afastado e assim que ele voltar, vai responder ao processo investigatório”, afirma o tenente coronel da Polícia Militar, Walter Oliveira.

(As informações são do G1.globo)

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