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Cerca de 100 pessoas estavam jogando “Pokémon Go” no Cemitério Municipal na última segunda-feira.

Comerciantes de estabelecimentos que vendem alimentos na região central de Araras, mais especificamente ao lado da Praça “Monsenhor Quércia”, o Calçadão, estão notando aumento na venda dos produtos após o lançamento do jogo que virou febre no mundo, “Pokémon Go”.

Guilherme Vieira de Souza é proprietário de um Food Truck de pizza em cone e durante a noite fica em ponto estratégico ao lado do Calçadão de Araras, com o lançamento do jogo Guilherme percebeu um aumento significativo nas vendas do produto alimentício. “Uns 70% de aumento. Isso ajudou muito meu comércio, sempre está movimentado esse ponto onde fico. No último domingo deu muito movimento, quase que não demos conta de atender a todos”, comentou Guilherme.

A sorveteria que fica em frente ao Food Truck de Guilherme também percebeu um movimento maior desde o lançamento do jogo no último dia 3 de agosto. “O movimento sempre foi grande durante a noite, mas dessa vez aumentou muito depois desse jogo. Domingo, eu e mais três funcionárias não estávamos dando conta de atender todo mundo”, comentou Letícia Álvares, funcionária da sorveteria.

A Praça Barão de Araras, o Lago Municipal “Parque Fábio da Silva Prado”, a Praça “Monsenhor Quércia” e o Cemitério Municipal são os principais pontos com maior concentração de jogadores do “Pokémon Go”, isso porque nesses locais há presença de PokéStops que são pontos onde os jogadores conseguem adquirir itens gratuitos e necessários para continuar a jogar, além é claro de maior incidência de Pokémons. O estudante Pedro Augusto de Gobi Scomparin é um dos viciados no aplicativo e já passou por todos os pontos inusitados de Araras para caçar os famosos Pokémons. “Todo dia saio do curso e dou uma passada na Praça e no Calçadão para pegar os PokéStops. Chega até a impressionar vendo a quantidade de gente que faz o mesmo que eu”, comenta Pedro.

Além disso, o estudante tinha dificuldades em se relacionar com as pessoas, com o lançamento do jogo, Pedro está interagindo com mais facilidade. “Hoje mesmo fui em uma praça do condomínio onde moro e fiquei conversando com uma galera que estava jogando. Eu que tenho agorafobia e sinceramente nunca pensei que ia conseguir me socializar com gente desconhecida tão facilmente. Lógico que tem os perigos de andar com  celular exposto, mas isso tem unido muita gente pelo que vejo. O pessoal está falando “um mesmo idioma”, explica Pedro.

E não importa o horário, os “caçadores de Pokémons” estão nos pontos movimentos durante o dia, tarde e noite. Nossa equipe esteve no Cemitério Municipal na noite da última segunda-feira, dia 8, por volta das 20h30 e constatou uma média de 100 pessoas jogando “Pokémon Go” no local.

O atleta Junior Pereira, de 26 anos, já se considera viciado no jogo. “Um dos melhores jogos que já joguei. Parece que os Pokémons estão na vida real mesmo”, declarou o jovem.

 

Pokémon Go

“Pokémon Go” é um jogo gratuito de smartphones que usa a realidade aumentada e GPS para levar os Pokémons da Nintendo para o mundo real. A dinâmica é mais ou menos a mesma dos outros jogos da série: caçar, capturar e treinar todos os Pokémons. Dessa vez, porem, os jogadores precisam caminhar pelas ruas da cidade para encontrar as criaturas e pegar Pokebolas e demais itens para a caçada, conforme divulgado no portal G1.globo.

Com a função GPS, os jogadores são avisados de quando estiverem próximos à localização de algum monstrinho. O App processa uma imagem virtual dos Pokémons sobre o sinal obtido via câmera fotográfica dos aparelhos.

O jogo que virou febre e é jogado por milhares de pessoas de todas as idades foilançado oficialmente no Brasil na última quarta-feira, dia 3 de agosto. Em um primeiro momento, o jogo ficou disponível apenas em versões para quem tem contas na App Store dos EUA.

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